4 de Agosto de 2012 / às 00:57 / 5 anos atrás

Governo Dilma tem avaliação positiva de 56,6%, mostra CNT

Presidente Dilma Rousseff vai para cerimônia de recepção para o presidente venezuelano, Hugo Chávez, antes de assinatura de acordo entre os dois países, no Palácio do Planalto. Avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff ficou em 56,6 por cento em julho, contra 49,2 por cento em agosto de 2011, segundo pesquisa. 31/07/2012 REUTERS/Ueslei Marcelino

SÃO PAULO, 3 Ago (Reuters) - A avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff chegou a 56,6 por cento em julho, impulsionada principalmente pela confiança das pessoas na economia brasileira, mostrou pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgada nesta sexta-feira.

Apesar dos efeitos da crise internacional no desempenho da economia brasileira, os entrevistados demonstram otimismo em relação à geração de emprego, o aumento da renda e do poder de compra.

“A sociedade não está preocupada com o cenário internacional e com as notícias de crise. Aliado a isso, tem a percepção de que a presidente está administrando bem o país”, afirmou o presidente da CNT, senador Clésio Andrade (PMDB-MG) ao divulgar a pesquisa. .

Esta é a primeira pesquisa de opinião divulgada pela CNT desde agosto do ano passado, quando a entidade deixou de divulgar levantamento realizado em parceria com o instituto de pesquisa Sensus. Em agosto do ano passado, a avaliação positiva do governo Dilma estava 49,2 por cento.

A pesquisa também mostrou que para 35,5 por cento dos entrevistados, o desempenho do governo é regular, ante 37,1 por cento em agosto do ano passado, e negativa para 7 por cento, contra 9,3 por cento no levantamento anterior.

Clésio Andrade acredita que a tendência é que a avaliação positiva da presidente continue crescendo nos próximos meses, embalada pelo baixo índice de desemprego e a confianças dos consumidores.

O levantamento também apontou que a aprovação pessoal de Dilma está em 75,7 por cento, contra 70,2 por cento em agosto de 2011.

Para 49,1 por cento dos entrevistados o poder de compra está num patamar ótimo ou bom e para 52,8 por cento das pessoas essa capacidade de consumo vai aumentar até o final do ano. Outros 38 por cento acreditam que manterão o atual poder de compra.

Enquanto 38,4 por cento dos entrevistados disseram que deixaram de comprar por estarem preocupados com a crise internacional, 60,8 por cento afirmaram que os problemas externos não os impediram de consumir.

Segundo o levantamento, 53,7 por cento dos entrevistados consideram que a economia vai crescer até o final do ano, e 35,5 por cento preveem estagnação.

O governo vem ajustando suas expectativas para a variação do Produto Interno Bruto (PIB)ao longo do ano. A estimativa otimista do começo do ano prevendo um crescimento de 4,5 por cento em 2012 foi revisada para 3 por cento. O mercado, no entanto, está apostando em um crescimento ainda menor, de 1,9 por cento.

Na avaliação do presidente da CNT, o povo não está preocupado com os “pontos negativos” do país como os gargalos de infraestrutura. Colabora ainda para a boa avaliação da presidente a imagem que ela estabeleceu em 2011 de “combater a corrupção”, disse o senador em referência às seguidas trocas de ministros do governo após denúncias de desvios no ano passado.

A pesquisa revela ainda que 15,9 por cento das pessoas consideram o governo Dilma melhor do que o governo do seu antecessor e tutor político, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Esse percentual era de 11,5 por cento em agosto de 2011.

Outros 34,6 por cento dizem que Dilma está pior que Lula no governo e 48,2 por cento dizem que o governo anterior era melhor que o atual.

CENÁRIO ELEITORAL

Andrade diz que essa forte aprovação da presidente torna o cenário eleitoral muito difícil para candidatos que estejam dispostos a enfrentar uma eventual candidatura de Dilma em 2014.

A pesquisa simulou como seria a disputa nas próximas eleições presidenciais colocando como concorrentes o ex-presidente Lula ou a presidente Dilma contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

Num cenário em que Lula enfrentaria Neves e Campos, o petista teria 69,8 por cento das intenções de voto. O tucano chegaria a 11,9 por cento e Campos, 3,2 por cento.

Se Dilma fosse candidata à reeleição, ela venceria com 59 por cento das intenções de voto, contra 14,8 por cento de Aécio Neves e 6,5 por cento de Campos.

Andrade disse que a CNT fez o levantamento precocemente para analisar o peso eleitoral da oposição no país.

A pesquisa entrevistou 2 mil pessoas em 134 municípios de 20 unidades da Federação entre os dias 18 e 22 de julho. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais.

Reportagem de Eduardo Simões e Jeferson Ribeiro

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