Acordo evita demissões na GM em São José até novembro

domingo, 5 de agosto de 2012 15:04 BRT
 

Por Brad Haynes

SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, 5 Ago (Reuters) - A General Motors e sindicalistas de São José dos Campos chegaram a um acordo no sábado para afastar o risco de demissões em massa por quatro meses, ganhando tempo para as negociações.

A decisão foi tomada no sábado após mais de nove horas de reunião entre representantes da montadora e dos trabalhadores em São José dos Campos (SP), informou um assessor da montadora à Reuters.

Durante a reunião, GM e representantes dos empregados chegaram a uma proposta que estabelece que 900 trabalhadores da empresa seguirão trabalhando na linha de montagem da fabricação de 120 unidades do Classic por dia e 940 empregados serão afastados da fábrica, mas seguirão recebendo salário até 30 de novembro, quando será decidido como serão integrados às equipes de trabalho. Eles também receberão recapacitação profissional.

O acordo provisório alivia um pouco da pressão política, uma vez que a GM considerou fechar uma linha de montagem mesmo com as vendas em alta devido a incentivos fiscais à indústria automotiva.

"Nós damos incentivos fiscais e financeiros e queremos um retorno: a manutenção do emprego",disse a presidente Dilma Rousseff em Londres na semana passada.

O diretor de Relações Institucionais da GM, Luiz Moan disse que a manutenção dos 900 funcionários na linha de montagem como "um sacrifício da GM para a comunidade".

Desde 2008, a montadora tem direcionado seus investimentos ema novos modelos para outras fábricas no Brasil, alegando que os elevados salários e os rígidos acordos trabalhistas em São José dos Campos tem feito desta a planta menos competitiva no Brasil.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, Antonio Ferreira, disse a repórteres que as pressões dos governos federal e estadual foram decisivas para manter os empregos na fábrica.   Continuação...