Alimentos puxam IPCA para 0,43 % em julho

quarta-feira, 8 de agosto de 2012 15:05 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO, 8 Ago (Reuters) - O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acelerou em julho para 0,43 por cento, a maior variação mensal desde abril, por conta de problemas climáticos que pressionaram os preços dos alimentos "in natura".

O resultado veio um pouco acima das estimativas do mercado, que esperava uma inflação de 0,38 por cento em julho, ante alta de 0,08 por cento em junho, mas não o suficiente para mudar a avaliação de tendência de queda na taxa básica de juros do país, a Selic, hoje na mínima histórica de 8 por cento ao ano.

No acumulado de 12 meses,o IPCA registrou alta de 5,20 por cento até julho e se distanciou um pouco mais do centro da meta de inflação para o ano, de 4,5 por cento, informou nesta quarta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Analistas ouvidos pela Reuters esperavam avanço de 5,15 por cento nos 12 meses até julho e para a variação mensal, as projeções variaram entre 0,30 e 0,45 por cento.

PRESSÃO DE ALIMENTOS

De acordo com o IBGE, os principais responsáveis pelo resultado de julho foram os grupos Despesas pessoais e Alimentação e bebidas, que registraram alta mensal de 0,91 por cento no período. Pelo peso que possuem no orçamento das famílias, os alimentos foram responsáveis por 49 por cento do IPCA no mês.

"Temos alta dos (preços dos) produtos 'in natura' por conta da chuva e de temperaturas frias, mas também houve outras causas, como o impacto do dólar", avaliou a economista do IBGE Eulina Nunes dos Santos, em entrevista coletiva, referindo-se à valorização do dólar frente ao real.

"Os alimentos serão importantes para determinar a inflação de agosto, visto que há poucas pressões no horizonte", completou a economista.   Continuação...

 
Consumidora compra leite em supermercado no Rio de Janeiro, em janeiro de 2004. Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,43 por cento em julho, segundo o IBGE, registrando a maior alta mensal desde abril passado. 29/01/2004 REUTERS/Bruno Domingos