Especialistas querem proteger carros contra vírus de computação

segunda-feira, 20 de agosto de 2012 11:14 BRT
 

BOSTON, Estados Unidos (Reuters) - Uma equipe de hackers conhecidos está trabalhando para a divisão de segurança da Intel em uma garagem da costa oeste dos Estados Unidos, em busca de vulnerabilidades eletrônicas que poderiam expor automóveis a vírus de computador letais.

A divisão McAfee da Intel, mais conhecida por softwares antivírus, é uma das empresas que buscam proteger as dezenas de pequenos computadores e sistemas de comunicação eletrônica que fazem parte de todos os automóveis modernos.

É um problema assustador. Os especialistas em segurança afirmam que as montadoras de automóveis até o momento não vêm protegendo adequadamente os seus sistemas, o que os deixa vulneráveis a ataques por hackers interessados em roubar carros, ouvir conversas clandestinamente ou até prejudicar ocupantes causando colisões.

"É certamente possível matar pessoas", diz John Bumgarner, vice-presidente de tecnologia da U.S. Cyber Consequences Unit, uma organização sem fins lucrativos que ajuda empresas a analisar o potencial de ataques dirigidos a suas redes e produtos de computação.

Até o momento não houve informação de ataques violentos a automóveis usando vírus de computador, de acordo com a SAE International, uma associação de mais de 128 mil profissionais técnicos nos setores automotivo e aerospacial.

No entanto, Alan Hall, porta-voz da Ford, informou que sua empresa havia encarregado seus engenheiros de segurança de tornar o sistema Sync de comunicação e entretenimento o mais resistente possível a quaisquer ataques.

Preocupações quanto a possibilidades como essa emergiram depois que um grupo de cientistas da computação das universidades da Califórnia e de Washington publicou dois importantes estudos que demonstravam que vírus de computador podem infectar carros e causar colisões, potencialmente ferindo passageiros.

Eles não informaram que montadoras fabricaram os carros estudados, mas afirmaram que as questões afetavam todo o setor, apontando que muitas montadoras de automóveis utilizam fornecedores e processos de desenvolvimento comuns.

Os pesquisadores descobriram que é possível infectar veículos por meio de CDs. Quando a vítima desprevenida tenta ouvir o CD, este infecta o sistema de som do carro e percorre o restante da rede até infectar componentes mais críticos.   Continuação...