Nova associação de aéreas quer desonerar querosene de aviação

terça-feira, 21 de agosto de 2012 17:37 BRT
 

BRASÍLIA, 21 Ago (Reuters) - As principais empresas aéreas brasileiras querem reduzir os encargos que hoje representam 14,7 por cento do preço do querosene de aviação, disse nesta terça-feira o presidente da recém-criada Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz.

Segundo ele, entre esses encargos estão os custos com frete, uso de dutos e uma taxa que é repassada para o Fundo da Marinha Mercante.

"Não queremos ser subsidiados, mas o querosene é cobrado como se fosse, em sua maior parte, importado", disse Sanovicz, referindo-se especialmente à taxa de frete que, segundo ele, equivale sozinho a 7 por cento do preço do combustível usado nas aeronaves.

Anunciada oficialmente hoje, a Abear reúne as companhias Gol, TAM, Trip, Azul e Avianca. A associação cuidará da representação institucional junto a governo e agência reguladora.

O Sindicato Nacional das Empresas Aéreas (Snea), que antes era a única entidade nacional das principais empresas do setor, vai agora se concentrar nas negociações sindicais e em questões jurídicas.

O presidente da Abear disse que as companhias aéreas também querem que o governo mantenha no texto da Medida Provisória (MP) do plano Brasil Maior a inclusão das empresas áreas entre os setores que poderão mudar a contribuição patronal ao INSS, saindo dos 20 por cento da folha de pagamento para 1 por cento do faturamento.

Sanovicz disse ainda que as empresas aéreas são favoráveis às concessões de aeroportos. "A nossa preocupação é apenas com a forma de regular as tarifas (cobradas nos aeroportos)", disse.

(Reportagem de Leonardo Goy)