Medicamento cardíaco Effient falha na busca por um novo nicho

domingo, 26 de agosto de 2012 10:39 BRT
 

Por Ben Hirschler

MUNIQUE, 26 Ago (Reuters) - O medicamento cardíaco Effient, da Eli Lilly's, perdeu para o tradicional remédio Plavix em um estudo clínico comparativo, diminuindo a esperança de que ele seja amplamente usado para tratar de pacientes com problemas não críticos no coração e que se tratam apenas com medicamentos.

O surpreendente resultado, divulgado neste domingo em um encontro médico, é uma ótima notícia para a rival AstraZeneca, cujo produto concorrente Brilinta conseguiu se mostrar mais eficiente que o Plavix em estudo com número similar de pacientes e publicado no ano passado.

A batalha entre os remédios anticoagulantes, que são produzidos para impedir coágulos em pacientes cardíacos, ganhou novos contornos neste ano com a quebra da patente do Plavix, fabricado por Sanofi e Bristol-Myers Squibb.

Isso abriu as portas para versões genéricas do Plavix, ou clopidogrel, em ambos os lados do Oceano Atlântico, aumentando a pressão para que os rivais provassem que realmente tinham vantagem.

A Lilly e sua parceira Daiichi Sankyo queriam provar que o Effient, também conhecido como prasugrel, era uma opção melhor para pacientes com síndrome coronariana aguda (SCA) que não devem receber um stent para abrir artérias bloqueadas ou passar por cirurgia de ponte de safena.

A SCA pode causar graves complicações, incluindo infartos e angina instável, causadas pela redução brusca da circulação de sangue para parte do coração.

Havia bons motivos para pensar que o Effient poderia ser melhor, já que é um forte inibidor de plaquetas, que causam os coágulos.

De fato, o grande estudo, financiando pelas duas empresas e que envolveu mais de 9.000 pacientes, não encontrou diferenças reais entre o Effient e o Plavix na prevenção de infartos, derrames e mortes. Ambas as drogas foram testadas juntamente com a aspirina.   Continuação...