28 de Agosto de 2012 / às 23:38 / em 5 anos

Mantega não sinaliza extensão de IPI para linha branca--empresários

Por Luciana Otoni e Tiago Pariz

BRASÍLIA, 28 Ago (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, não sinalizou se prorrogará a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca, afirmaram empresários e representantes do setor após reunião com Mantega nesta terça-feira.

O benefício tributário para a venda de refrigeradores, fogões, lavadoras e tanquinhos vence na sexta-feira.

Quando questionado por jornalistas sobre se o ministro mostrou predisposição em prorrogar a redução do IPI para a linha branca, o presidente da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros), Lourival Kiçula, disse que Mantega ficou de estudar.

"O ministro não sinalizou nada... Ele não estava com a cara muito animada", resumiu.

Kiçula disse ainda ter apresentado ao governo dados que mostraram aumento entre 15 por cento e 20 por cento nas vendas dos produtos da linha branca e a contratação de 3 mil trabalhadores no setor desde dezembro de 2011, quando teve início o benefício tributário.

O presidente da Eletros afirmou que se a redução do IPI não for prorrogada, a tendência é de queda nas vendas.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), Humberto Barbato, também disse que Mantega ficou de avaliar o pedido de extensão do benefício.

"(O pedido) vai ser analisado, mas ele não deu nenhuma sinalização", acrescentou.

No início do mês, fontes do governo haviam adiantado que, diante da desaceleração na arrecadação, as chances de incentivos fiscais dados a alguns setores produtivos serem renovados haviam sido reduzidas, como para móveis, itens da linha branca e alguns produtos de decoração.

MAIS PEDIDOS

Além dos representantes do setor eletroeletrônico, o ministro da Fazenda também recebeu nesta terça-feira representantes de outras áreas que foram alvo da redução tributária, como as do setor moveleiro e de material de construção, cujos benefícios vencem no fim de setembro e no fim de dezembro, respectivamente.

Os fabricantes de móveis aproveitaram o encontro para antecipar o pedido de continuidade da redução do IPI para o setor.

"Se prorrogarem o IPI até o fim do ano, o consumidor vai ter até 5 por cento de desconto na aquisição de móveis", disse José Luiz Fernandez, presidente da Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel). O setor também não recebeu resposta imediata do governo.

Já o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Walter Cover, pediu que a lista de desoneração, que termina em 31 de dezembro, seja incrementada em mais 50 itens, argumentando que o setor está bastante fragilizado.

O presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco), Cláudio Conz, foi mais enfático: "Pedimos para o IPI não voltar nunca mais", afirmou.

Não participaram do encontro desta terça-feira os fabricantes de automóveis, cuja redução do IPI também vence na sexta-feira.

Fontes da equipe econômica afirmaram à Reuters na segunda-feira que o Ministério da Fazenda deve anunciar nesta semana a prorrogação por dois meses da redução do IPI para o setor automotivo, reforçando posição já defendida no fim de julho.

Mantega se reúne ainda às 10h30 da quarta-feira com representantes da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e, uma hora depois, com membros da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below