Volvo sofre prejuízo no 1o semestre, mas mantém meta de expansão

quarta-feira, 5 de setembro de 2012 10:28 BRT
 

ESTOCOLMO, 5 Set (Reuters) - A montadora Volvo, pertencente à Zhejiang Geely e à maior joint-venture internacional da China em automóveis, teve prejuízo líquido no primeiro semestre em decorrência da crise da zona do euro, mas manteve os planos de crescimento.

A Volvo, que a Geely comprou da Ford em 2010 por 1,8 bilhão de dólares, planeja dobrar as vendas para 800 mil unidades anuais até 2020, considerando o rápido crescimento na China, onde planeja construir duas fábricas.

"Os mercados não estão como pensávamos. (...) A crise no Sul da Europa está se espalhando para o Norte", disse o presidente-executivo Stefan Jacoby, em coletiva de imprensa, reclamando que o mercado automotivo nunca esteve tão imprevisível.

As vendas da Volvo no primeiro semestre caíram 4 por cento ante o mesmo período do ano passado, para 221.309 veículos.

O lucro antes de juros e impostos despencou de 1,53 bilhão de coroas suecas para 239 milhões (35,63 milhões de dólares). Em termos líquidos, no entanto, o grupo teve um prejuízo de 254 milhões de coroas após um lucro de 1,21 bilhão no primeiro semestre de 2011.

De janeiro a agosto as vendas caíram 5,2 por cento, com pior impacto sobre o Sul da Europa e a Suécia.

Jacoby confirmou que a montadora cortará a produção na fábrica no Oeste da Suécia de 57 para 50 veículos por hora e não renovará o contrato de 285 temporários.

Apesar dos resultados, o presidente disse que a companhia tem uma balança de pagamentos forte o suficiente e condições de financiamento para manter os planos da abrir uma fábrica em Chengdu, na China, em 2013.

"Nosso plano de investimento tem financiamento garantido", afirmou. O ponto alto é 2015, quando já estará fabricando na China. A meta é vender 200 mil carros por ano na China, ante os 47 mil em 2011.

O presidente confirmou as notícias de que a Volvo estava analisando fabricar um carro compacto com outra montadora e que estuda opções para se fazer presente na Nafta, mas ressaltou que nada se decidiu ainda.

(Por Patrick Lannin)