Polícia britânica isola casas em investigação sobre mortes na França

segunda-feira, 10 de setembro de 2012 09:10 BRT
 

Por Michael Holden

LONDRES, 10 Set (Reuters) - A polícia, que está vasculhando a casa da família britânica encontrada morta nos Alpes franceses na semana passada, retirou os moradores das propriedades vizinhas nesta segunda-feira, após ter descoberto itens não especificados que haviam gerado preocupação.

Imagens da TV mostraram um veículo de neutralização de bombas do lado de fora da casa de Saad al-Hilli, engenheiro britânico de origem iraquiana que foi baleado duas vezes na cabeça junto com sua esposa, sua mãe, e um ciclista francês que estava de passagem.

A imprensa francesa havia informado que a polícia britânica estava concentrando sua investigação no trabalho de Hilli como engenheiro mecânico.

Detetives não quiseram comentar as informações divulgadas pela imprensa britânica de que Hilli era conhecido dos serviços de segurança e estava sob vigilância policial durante a segunda Guerra do Golfo.

Mais cedo, policiais haviam isolado a rua na pequena cidade arborizada de Claygate, em Surrey, ao sudoeste de Londres, e começaram a retirar os vizinhos que moravam perto da casa de 1 milhão de libras (1,6 milhões de dólares) de Hilli.

"A polícia de Surrey pode confirmar que devido a preocupações a cerca de itens encontrados no endereço na rua Oaken Lane, em Claygate, os policiais estenderam o cordão de isolamento em torno da propriedade", disse uma porta-voz.

"Vizinhos na área imediata estão sendo evacuados", disse a porta-voz, que não deu detalhes sobre o que causou o alarme. "Está acontecendo muito rapidamente e estamos tentando ter uma ideia sobre que estamos lidando", disse.

A busca desta segunda-feira é o mais recente desdobramento dos assassinatos ocorridos uma estrada perto de uma floresta remota na última quarta-feira, na aldeia francesa de Chevaline, que dominou as manchetes da mídia na Grã-Bretanha e gerou muita especulação sobre o motivo.   Continuação...

 
Policiais vasculham a casa de Saad al-Hilli em Claygate, sul da capital inglesa. 06/09/2012 REUTERS/Neil Hall