OSX e Ocean Rig apresentam à Petrobras proposta para sondas

quarta-feira, 19 de setembro de 2012 19:37 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 19 Set (Reuters) - A OSX, empresa naval do empresário Eike Batista, e Ocean Rig apresentam à Petrobras na quinta-feira proposta de construção de cinco sondas de exploração de petróleo, disse nesta quarta-feira o diretor de Engenharia, Tecnologia e Materiais da estatal, José Figueiredo, após evento no Rio de Janeiro.

A entrada da empresa de Eike na negociação ocorre após a Ocean Rig não ter conseguido acertar com estaleiros a construção das cinco sondas, após vencer uma licitação no início dos ano.

Os contratos dessas cinco sondas, somados aos de outras 21 unidades acertadas na mesma oportunidade pela estatal junto à Sete Brasil, foram avaliados em um total de 76 bilhões de dólares.

"A Petrobras está procurando viabilizar essas sondas porque até hoje os contratos não foram assinados. As outras 28 sondas estão com contratos assinados, mas essas cinco, não", disse o diretor da estatal, incluindo outras sete sondas cuja construção foi acertada com a Sete Brasil anteriormente.

No caso da Ocean Rig, a situação é inversa.

"Até agora a Ocean Rig não encaminhou proposta com os pré-requisitos para assinar os contratos. Até agora a Petrobras não conseguiu da Ocean Rig um planejamento robusto que pudesse dar garantias para assinar os contratos", comentou ele, em entrevista a jornalistas após participar de seminário na Rio Oil & Gas.

Figueiredo não falou nos valores envolvidos.

Segundo o diretor, após a apresentação da proposta pela Ocean Rig e OSX, a Petrobras vai analisar se os termos indicam um planejamento satisfatório. "Se não for, não assinaremos (o contrato)".

Questionado sobre a possibilidade de a Petrobras fazer uma nova licitação para as cinco sondas caso a proposta não seja satisfatória, Figueiredo disse: "É possível, vamos analisar".

A Petrobras chegou a cogitar anteriormente uma nova licitação para estes equipamentos, já que a empresa precisa cumprir seu programa de exploração e produção nos próximos anos, que inclui as jazidas gigantescas do pré-sal.

(Por Leila Coimbra)