Fibria compra 6% de norte-americana Ensyn por US$20 mi

quarta-feira, 3 de outubro de 2012 07:59 BRT
 

SÃO PAULO, 3 Out (Reuters) - A produtora de celulose Fibria anunciou no final da terça-feira a aquisição de participação de cerca de 6 por cento na empresa norte-americana de tecnologia de biocombustível Ensyn por 20 milhões de dólares.

A operação dará origem a uma joint venture com participação igualitária para futuro investimento em produção de combustíveis líquidos e químicos a partir de biomassa no Brasil, segundo comunicado ao mercado.

Conforme o acordo, a Fibria, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, terá opção de desembolsar outros 10 milhões de dólares para elevar a participação na companhia a aproximadamente 9 por cento.

A Ensyn desenvolveu e é proprietária de tecnologia conhecida como "Rapid Thermal Processing (RTP)" (Processamento Térmico Rápido), que converte madeira e outras biomassas não advindas de alimentos em combustíveis líquidos renováveis e químicos.

O principal produto do processo é um combustível líquido renovável conhecido com "Renewable Fuel Oil (RFO)" (Óleo Combustível Renovável), substituto do petróleo com múltiplos usos como aquecimento industrial, conversão para combustíveis de transporte e geração de energia em motores a diesel, segundo a Fibria.

Em setembro de 2011, a Suzano Papel e Celulose anunciou a criação de uma unidade de energia renovável no Maranhão que vai atuar no mercado de biomassa por meio de produção de pellets de madeira(pequenos pedaços de eucalipto) para exportação .

A Ensyn, de acordo com a Fibria, já produziu mais de 30 milhões de galões de óleo combustível e está investindo em um plano de expansão de capacidade de processamento na América de Norte e em outros países. A empresa tem entre seus acionistas Credit Suisse, Impax Asset Management, uma divisão da Chevron e a Felda Palm Industries, maior produtora de óleo de palma da Malásia.

"A Fibria acredita que suas competências, juntamente com a plataforma tecnológica da Ensyn, podem criar um negócio relevante de biocombustíveis no futuro", afirmou a empresa, acrescentando que a operação deve ser concluída até o final deste mês.

(Por Vivian Pereira)