8 de Outubro de 2012 / às 01:08 / em 5 anos

Com Serra e Haddad, PSDB e PT reeditam duelo nacional em São Paulo

SÃO PAULO, 7 Out (Reuters) - O tucano José Serra e o petista Fernando Haddad farão o segundo turno da eleição municipal em São Paulo e usaram suas primeiras declarações após a primeira rodada de votação para ressaltar seus principais aliados, o governador paulista Geraldo Alckmin e a presidente Dilma Rousseff.

Candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, abraça menino após registrar seu voto. 07/10/2012 REUTERS/Paulo Whitaker

Com a apuração praticamente encerrada, Serra venceu o primeiro turno com 30,8 por cento dos votos válidos, enquanto Haddad teve 29 por cento, segundo dados da Justiça Eleitoral.

Primeiro a falar após a confirmação de um segundo turno entre PT e PSDB, partidos que protagonizam o principal antagonismo na político no Brasil nas últimas duas décadas e que repetem esse cenário na capital paulista, Haddad agradeceu Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal fiador de sua candidatura.

“É evidente que há algumas lideranças que eu preciso agradecer muito particularmente. Eu recebi dois telefonemas que me emocionaram, da presidenta Dilma e do presidente Lula”, disse ele em entrevista coletiva, em que também fez um gesto aos adversários derrotados neste domingo e deu o tom do discurso a nova fase da campanha.

“Entendo que há um clima na cidade de São Paulo, que foi representada pelas candidaturas todas, e que é um sentimento comum em muitas das candidaturas de que a cidade vive um mudança importante no próximo período.”

Haddad, que disputa sua primeira eleição, teve em Lula o principal fiador de sua candidatura. Lula inclusive liderou as costuras dentro do PT para que seu ex-ministro da Educação saísse candidato.

Já Serra ressaltou a aliança entre as administrações municipal e estadual, elogiando Alckmin, e também usando a oportunidade para sinalizar que deve continuar a atacar a candidatura do PT por conta do julgamento do chamado mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Quero reiterar que para mim a ação política é revestida de valores... Isso é muito importante”, disse o tucano. “Valores, que é uma coisa que no Brasil ameaçou sair de moda e que felizmente com o nosso STF esta voltando à moda. São os valores.”

Serra, que antes da escolha dos candidatos chegou a descartar disputar a prefeitura, tenta voltar ao comando da cidade que já governou entre 2005 e 2006, apesar do alto índice de rejeição mostrado pelas pesquisas.

Derrotado depois de liderar até poucos dias atrás e chegar empatado com os dois principais adversários na véspera da eleição, Celso Russomanno, do PRB, sigla que integra a base aliada do governo Dilma, se esforçou para passar uma visão otimista do resultado.

“A gente fecha essa eleição acrescentando à democracia brasileira... Nós fizemos mais de 1,3 milhão de votos, é uma votação muito importante para quem tinha tão pouco tempo de TV”, disse ele a jornalistas.

Gabriel Chalita, do PMDB, partido do vice-presidente Michel Temer, ficou com 13,6 por cento até este momento da apuração.

Todas as simulações de segundo turno entre o tucano e o petista já realizadas por institutos de pesquisas indicam vitória de Haddad contra Serra, mas por uma margem estreita.

Reportagem de Eduardo Simões

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