Montadoras vão atacar segmento de luxo no Brasil

segunda-feira, 22 de outubro de 2012 23:18 BRST
 

Por Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO, 22 Out (Reuters) - Depois de anos investindo em carros populares, a indústria brasileira de automóveis passará por uma transformação nos próximos anos, com modelos mais sofisticados e apostas no segmento de luxo, em um momento em que o país se consolida como o quarto maior mercado de veículos do mundo.

Nesta segunda-feira, a fabricante alemã de carros de luxo BMW confirmou ao governo que vai construir uma fábrica no Brasil e a Honda anunciou que vai vender veículos Acura no país a partir de 2015 -- no primeiro mercado latino-americano a receber a marca de luxo da montadora japonesa. A Honda também voltará a vender o sedã Accord no país.

Na semana passada, a britânica Rolls-Royce anunciou a abertura de sua primeira loja no país, oferecendo um modelo, Ghost, com preço a partir de 2,3 milhões de reais.

Além disso, a General Motors avalia vender no Brasil veículos Cadillac, enquanto a Mercedes-Benz deve decidir até meados do próximo ano se produzirá modelos de sua linha compacta no país. Já a Toyota trouxe a Lexus pela primeira vez com um estande próprio no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, que começou nesta semana.

A Citroen, do grupo PSA Peugeot Citroen, anunciou no salão expansão de sua linha "premium" DS, com os modelos DS4 e DS5 e a Fiat mostrou novas versões do compacto 500 recheado de itens de conforto, incluindo um modelo conversível que venderá no Brasil. A Ford exibiu nova versão global do sedã Fusion e a Nissan divulgou que comercializará no país o sedã Altima.

"Existe um segmento de luxo que está crescendo (…) Os ricos estão ficando mais ricos", disse o presidente da GM para América do Sul, Jaime Ardila. "É momento de se pensar no mercado brasileiro."

As movimentações ocorrem em meio à regulamentação do novo regime automotivo do Brasil, válido entre 2013 e 2017.

O regime exige investimentos de bilhões de reais adicionais em pesquisa, desenvolvimento e engenharia, além de uso de maior nível de componentes regionais, num momento em que o aumento da renda no país e a disponibilidade de uma série de modelos importados leva os consumidores demandarem melhores produtos das montadoras instaladas no Brasil.   Continuação...