Changan e Haima engrossam marcas de carros chineses no Brasil

terça-feira, 23 de outubro de 2012 20:10 BRST
 

SÃO PAULO, 23 Out (Reuters) - As montadoras Changan e Haima anunciaram nesta terça-feira início de comercialização de automóveis no Brasil a partir do próximo ano, reforçando a presença ainda pequena de marcas chinesas no Brasil, que tem como representantes principais Chery e JAC.

As novas entrantes são representadas pela brasileira Districar, controlada pelo grupo português Tricos. A distribuidora brasileira ainda vende utilitários esportivos da sul-coreana SsangYong e está com projetos de instalação de duas fábricas no país, enquanto avalia as novas regras do regime automotivo Inovar-Auto, regulamentado pelo governo no início deste mês.

O plano da distribuidora é erguer uma fábrica em Linhares (ES) que se encarregará pela produção dos veículos comerciais da Changan, dos automóveis da Haima e dos utilitários esportivos da Ssangyong. A estratégia é compartilhar e reduzir custos em um momento em que a indústria corre para se adequar ao novo regime, que cobra investimento em produção com componentes regionais e pesquisa e tecnologia.

Além disso, a Changan e a Districar devem anunciar até o final de 2012 decisão para construção de uma fábrica em Anápolis (GO), que se encarregará pelos automóveis da marca.

Segundo o diretor-executivo da Districar, Abdul Ibraimo, o investimento inicialmente previsto na fábrica de Linhares é de 300 milhões de dólares, enquanto o dispêndio estimado para Anápolis é de entre 280 milhões e 300 milhões de dólares.

"Nós precisavamos de um mix mais completo de produtos para operar e otimizar os custos de produção. Com a distribuição das três marcas, temos uma gama mais completa de modelos", sem que a empresa precise ter fábricas completas para cada marca, disse Ibraimo, acrescentando que o investimento no Espírito Santo poderá ter que subir cerca de 20 por cento por conta da entrada em vigor do regime automotivo.

Segundo ele, a expectativa de vendas da Changan, montadora que afirma ser uma das maiores marcas independentes da China, é de 10 mil veículos em 2013, dos quais 30 por cento serão automóveis como os modelos MiniBeni, que custarão a partir de 24.900 reais. Para 2012, a expectativa é de vendas de 4 mil veículos comerciais.

Já a Haima, que manteve por 15 anos uma parceria com a japonesa Mazda, na China, está importando um lote inicial de 2 mil carros até o final de 2012, divididos entre três modelos que incluem um sedã e um utilitário esportivo. A empresa não divulgou metas de vendas.

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