8 de Março de 2013 / às 00:57 / 5 anos atrás

Israel alerta Líbano para preço de uma nova guerra do Hezbollah

Por Dan Williams

REVIVIM, Israel, 7 Mar (Reuters) - Temendo um transbordamento do conflito na Síria, Israel se prepara para enfrentar a milícia xiita Hezbollah, que o Estado judeu suspeita estar recebendo armas avançadas de Damasco.

O governo israelense também acredita que a guerrilha libanesa está preparada para retaliar caso Israel cumpra sua ameaça de atacar instalações nucleares do Irã, outro país patrocinador do Hezbollah.

Apesar da superioridade militar israelense, o Hezbollah conseguiu levar a um impasse seu conflito de 2006 contra Israel, que terminou com um cessar-fogo monitorado pela ONU. Durante os 34 dias de conflito, o grupo islâmico lançou mais de 4.000 foguetes contra o norte de Israel.

Falando na quinta-feira, um militar graduado que atua na linha de frente do Líbano disse que as tensões na Síria “têm potencial para transbordar e desencadear um confronto” com o Hezbollah.

“Queremos preservar a tranquilidade, e queremos que o outro lado saiba que, se der um passo que exigir cobrarmos um preço, vamos cobrar caro”, disse o oficial a repórteres estrangeiros, pedindo anonimato, enquanto supervisava a simulação de uma batalha de um regimento completo contra o Hezbollah em uma base do Exército no deserto.

A guerra civil síria iniciada há quase dois anos se aproxima cada vez mais de Israel. Na quarta-feira, cerca de 20 membros de uma força de paz da ONU foram capturados por rebeldes sírios nos arredores das colinas do Golã, território capturado por Israel numa guerra em 1967.

O embaixador de Israel na ONU, Ron Prosor, também escreveu aos 15 países do Conselho de Segurança da ONU queixando-se de que disparos do conflito sírio estariam caindo em território israelense, e alertando que “não se pode esperar que (Israel) fique parado enquanto as vidas dos seus cidadãos são postas sob risco”.

O exercício no deserto refletiu uma intensificação no treinamento das suas forças, o que, junto com a retórica agressiva do seu alto escalão militar, sugere uma tentativa de conter o Hezbollah alertando que um próximo conflito pode acarretar mais sofrimento para o Líbano.

“A forma como eles se comportarem terá repercussões para a população e infraestrutura do sul do Líbano”, disse o oficial israelense, referindo-se ao principal reduto do Hezbollah.

Em 2006, Israel matou 1.200 pessoas no Líbano, a maioria civis, segundo a ONU. O Hezbollah matou 160 israelenses, a maioria deles soldados dentro do território libanês.

Questionado sobre se uma eventual nova guerra seria mais assimétrica que a de 2006, o militar israelense disse: “Sim. Não espero de forma alguma que a proporção de baixas seja similar. Quero que as coisas sejam as piores possíveis para o outro lado, e as melhores possíveis para nós”.

Mas ele disse que Israel, nesse cenário, daria oportunidades para que os civis libaneses se retirassem, “de modo que espero que os não-combatentes sejam significativamente menos do que 40 por cento (do total de baixas)”.

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