Aumenta greve de fome em Guantánamo, diz Exército dos EUA

quarta-feira, 20 de março de 2013 13:38 BRT
 

Por Jane Sutton

MIAMI, 20 Mar (Reuters) - Mais prisioneiros na Baía de Guantánamo se juntaram a uma greve de fome crescente que os seus advogados dizem refletir a falta de esperança com suas perspectivas de serem libertados do centro de detenção norte-americano em Cuba.

Vinte e quatro detentos estavam em greve de fome até terça-feira à noite e oito deles tinham perdido bastante peso a ponto de os médicos terem que forçar a alimentação com nutrientes líquidos por meio de tubos inseridos do nariz até o estômago, disse o capitão da Marinha Robert Durand, porta-voz da operação da prisão.

O campo de detenção da Base Naval dos EUA na Baía de Guantánamo, no leste de Cuba, mantém 166 homens capturados em operações de contraterrorismo. Quase todos foram detidos por 11 anos sem acusação formal.

O número de grevistas de fome era 14 na sexta-feira, informou Durand. O Exército conta como prisioneiros em greve de fome aqueles que pularam pelo menos nove refeições consecutivas.

Dois grevistas foram hospitalizados com desidratação, disse ele.

A administração Obama liberou mais da metade dos presos de Guantánamo para libertação ou transferência, mas o Congresso bloqueou os esforços para fechar o campo de detenção e tornou cada vez mais difícil realocar os presos de Guantánamo.

Muitos são iemenitas que os Estados Unidos não vão repatriar neste momento por causa da instabilidade no país.

Greves de fome periódicas têm ocorrido desde que a prisão foi aberta em janeiro de 2002.   Continuação...