Brics têm impasse visando acordo sobre banco de desenvolvimento

terça-feira, 26 de março de 2013 19:08 BRT
 

Por Agnieszka Flak e Marina Lopes

DURBAN, África do Sul, 26 Mar (Reuters) - Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que formam os Brics, não conseguiram resolver as diferenças envolvendo o financiamento e a localização de um banco de desenvolvimento comum entre os países do grupo, indicando que as potências emergentes não conseguirão atingir a meta na cúpula atual de Durban.

O acerto sobre a parte que cada um contribuirá para o financiamento do banco já havia sido um assunto espinhoso para um grupo que reúne economias e governos muito díspares. O objetivo de criar um banco próprio de desenvolvimento é reduzir a dependência dos países de instituições financeiras ocidentais.

"Há um movimento positivo, mas não há nenhuma decisão sobre a criação do banco", disse o ministro das Finanças russo, Anton Siluanov, após uma reunião preliminar com seus colegas dos países que integram os Brics no porto sul-africano de Durban.

Siluanov acrescentou que os ministros das Finanças vão abordar as questões novamente em abril em uma reunião do G20, grupo que reúne as principais economias do mundo.

Os países dos Brics representam juntos um quinto da produção econômica global, mas têm tido dificuldades para transformar seu peso econômico em posição política no cenário internacional.

As duas maiores economias do grupo, China e Brasil, fecharam um acordo nesta terça-feira de troca de moedas locais (reais e iuanes), com operações de até 60 bilhões de reais (cerca de 30 bilhões de dólares) e duração de até 3 anos.

O montante pode ser prorrogado de acordo com a vontade das partes e com isso os dois países agem para tirar quase metade de suas ações comerciais da zona do dólar.

"Nosso interesse não é estabelecer novas relações com a China, mas expandir relações a serem usadas no caso de turbulência nos mercados financeiros", disse o presidente do BC brasileiro, Alexandre Tombini, após a assinatura.   Continuação...