Aeronaves dos EUA foram à Coreia fazer diplomacia, não guerra

sexta-feira, 29 de março de 2013 20:39 BRT
 

Por Warren Strobel

WASHINGTON, 29 Mar (Reuters) - O bombardeiro B-2 - invisível a radares e capaz de transportar armas nucleares - já foi usado pelos EUA em situações bélicas no Iraque e na Líbia, mas desta vez ele está a serviço da diplomacia.

Na quinta-feira, Washington mobilizou dois duas dessas aeronaves com asas de morcego para um inédito exercício militar nos céus da Coreia do Sul.

Autoridades disseram que havia dois objetivos em vista: tranquilizar a Coreia do Sul e o Japão, aliados dos EUA, diante das ameaças norte-coreanas, e pressionar Pyongyang, a capital da Coreia do Norte, a retomar as negociações sobre o seu arsenal nuclear.

O que ninguém sabe é se o jovem líder norte-coreano, Kim Jong-un, interpretará a mensagem do jeito que a Casa Branca espera. A primeira reação dele, segundo a imprensa estatal norte-coreana, foi ordenar que os mísseis do seu país fiquem preparados para atacar os Estados Unidos e a Coreia do Sul.

Um alto funcionário dos EUA disse que o falecido pai e antecessor de Kim, Kim Jong-il, era pelo menos mais previsível: ele fazia ameaças que chamavam a atenção do mundo, mas sem provocar um conflito aberto, e então usava tal situação para alavancar negociações diplomáticas subsequentes.

Agora, analistas de inteligência dos EUA se dividem sobre se Kim Jong-un segue ou não a mesma estratégia. "É um pouco como o 'façam suas apostas' do momento", disse o funcionário, sob anonimato.

Essa fonte disse que a ideia de incluir um bombardeio simulado no exercício anual conjunto dos EUA e Coreia do Sul, chamado "Filhote de Águia", surgiu de discussões que abrangeram vários setores do governo norte-americano, a respeito de como sinalizar a Seul e Tóquio de que Washington os apoiariam em caso de crise.

Está menos claro se Washington informou de antemão isso à China, país vizinho e aliado da Coreia do Norte.   Continuação...