Parlamento não consegue eleger presidente italiano em 1ª votação

quinta-feira, 18 de abril de 2013 11:14 BRT
 

ROMA, 18 Abr (Reuters) - A primeira votação parlamentar para a escolha de um novo presidente da República terminou de forma inconclusiva na quinta-feira na Itália, num reflexo das divisões no bloco de centro-esquerda.

O candidato Franco Marini, apoiado por parte da centro-esquerda e por outros grupos, teve pouco mais de 520 votos num colégio eleitoral de 1.007 integrantes (o que inclui todos os deputados e senadores, mais representantes das regiões italianas). Para ser eleito nessa votação, ele precisaria ter 672 votos (dois terços do total).

Um segundo escrutínio será realizado ainda na quinta-feira, e a votação continuará pelo fim de semana, se for necessário.

A derrota de Marini foi um revés para o líder de centro-esquerda Pier Luigi Bersani, que dividiu seu próprio bloco para lançar um candidato aceitável para o dirigente conservador Silvio Berlusconi.

Aparentemente, muitos parlamentares de centro-esquerda preferiram votar no acadêmico Stefano Rodota, candidato do partido alternativo Movimento 5 Estrelas, do comediante Beppe Grillo, terceira força no Parlamento.

Rodota recebeu mais de 240 votos, e houve mais de cem votos brancos e nulos.

A partir do quarto escrutínio, a eleição pode ser definida por maioria simples, mas é possível que Marini, enfraquecido, retire a candidatura.

Ao oferecer a candidatura de Marini --um político de 80 anos, ex-presidente do Senado, ex-sindicalista moderado e católico proeminente--, Bersani buscava arrancar da centro-direita o compromisso de ajudá-lo a formar um governo minoritário.

Nas eleições realizadas em fevereiro, a centro-esquerda conseguiu o controle da Câmara, mas não do Senado, e por isso precisaria estabelecer uma coalizão para governar. Mas Bersani rejeita uma aliança formal com Berlusconi, e foi esnobado por Grillo. Nesse cenário, é possível que o país precise voltar às urnas.   Continuação...

 
Premiê italiano Mario Monti vota durante eleição presidencial na Câmara dos Deputados do Parlamento, em Roma. 18/04/2013 REUTERS/Tony Gentile