Gilberto Gil embarca em jornada na busca por origens musicais em "Viramundo"

segunda-feira, 22 de abril de 2013 14:55 BRT
 

Por Stephanie Nebehay

NYON, Suíça, 22 Abr (Reuters) - Gilberto Gil, que afirma que a luta tem sido um contraponto à sua carreira musical de sucesso, embarca em uma viagem no filme "Viramundo" para buscar suas origens musicais no Brasil, na África e Austrália.

O documentário do cineasta suíço Pierre-Yves Borgeaud, que usa a lente das comunidades indígenas que lutam para preservar a sua identidade cultural após o domínio colonial, estreou na noite de sábado no "Visions du Reel", um festival internacional de documentário, em Nyon, na Suíça.

"Por meio de encontros musicais, nós estávamos avaliando as ligações entre os países e seus povos submetidos à dominação e colonização, que foi o caso do Brasil, Austrália e África do Sul", disse Gil a um grupo de jornalistas antes de uma sessão lotada no festival.

No filme, o produtor Emmanuel Getaz acompanha Gil e seu fiel percussionista Gustavo Di Dalva em todo o hemisfério sul, da Bahia aos Territórios do Norte da Austrália e África do Sul antes de retornar para a Amazônia.

A obra começa em Salvador, onde Gil nasceu há 70 anos. Vestido com o traje tradicional azul dos Filhos de Gandhi, ele participa do Carnaval.

Em seguida, ele voa para Sydney, onde encontra-se com Peter Garrett, ministro da Educação da Austrália e ex-vocalista da banda de rock Midnight Oil. Gil relembra como manteve sua música enquanto foi ministro da Cultura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva 2003-2008.

A parada seguinte é em um centro comunitário em Redfern, um subúrbio da cidade de Sydney, onde o aborígene Patrick Dodson conta que "nunca houve qualquer reconhecimento de nossa cultura única". O objetivo de cristianizar e ocidentalizar era tamanho que nada restou do que somos como povo aborígene."

Gil simpatiza devido à sua experiência, mas ele observa que tem havido algum progresso.   Continuação...