Congresso dos EUA exige mais respostas do FBI sobre atentado em Boston

quarta-feira, 24 de abril de 2013 18:54 BRT
 

Por Patricia Zengerle e Samuel P. Jacobs

WASHINGTON/CAMBRIDGE, Estados Unidos, 24 Abr (Reuters) - Parlamentares norte-americanos exigiram na quarta-feira mais respostas sobre o atentado na Maratona de Boston, mostrando-se insatisfeitos com a reação do FBI a alertas sobre um dos suspeitos, e manifestando dúvidas sobre a declaração do outro suspeito de que ele e seu falecido irmão teriam agido sozinhos.

Alguns membros do Congresso questionaram se o FBI (polícia federal dos EUA) e outros órgãos de segurança deixaram de partilhar informações sobre o suspeito Tamerlan Tsarnaev em 2011, mesmo após a adoção de regras para melhorar a difusão de informações entre autoridades, após o atentado de 11 de setembro de 2001.

A polícia diz que os irmãos Tamerlan e Dzhokhar Tsarnaev, de origem chechena, detonaram duas bombas caseiras junto à linha de chegada da maratona, em 15 de abril, matando três pessoas e ferindo 264.

Tamerlan, de 26 anos, morreu na madrugada de sexta-feira em confronto com a polícia, e Dzhokhar, de 19, ficou ferido, foi preso horas depois e deverá responder por crimes que acarretam até a pena de morte.

As atenções agora se voltam para até que ponto as autoridades negligenciaram o alerta russo de que Tamerlan poderia ser um militante islâmico. O FBI o entrevistou em 2011, mas não encontrou motivos para continuar investigando.

Seu nome foi incluído numa lista governamental sigilosa sobre pessoas vistas como potenciais ameaças, segundo fontes próximas à investigação. Mas a lista é tão vasta, com cerca de 500 mil nomes, que as autoridades não têm condições de monitorar todos os citados.

Em 2012, quando Tamerlan embarcou para uma visita à Rússia, a alfândega dos EUA lançou um alerta, mas ninguém ficou sabendo quando o suspeito voltou, e ele não voltou a ser ouvido pelas autoridades.

"Isso é algo que precisamos examinar", disse o senador republicano Dan Coats, membro da Comissão de Inteligência. "Essa é uma das coisas principais que já aprendemos, e precisamos continuar trabalhando para assegurar que não volte a acontecer, e isso (exige) comunicação simultânea a todas as agências relevantes quando um alerta é feito."   Continuação...