3 de Maio de 2013 / às 12:52 / 4 anos atrás

Mercado de trabalho dos EUA mostra força inesperada

Metalúrgico usa corda para estabilizar peça com uma bandeira norte-americana pendurada, antes de ser elevada para o topo do One World Trade Center, em Nova York. O nível de emprego nos Estados Unidos aumentou mais do que o esperado em abril, levando a taxa de desemprego para uma mínima de quatro anos de 7,5 por cento, o que pode ajudar a abrandar os temores de uma forte desaceleração na economia. 02/05/2013Lucas Jackson

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON, 3 Mai (Reuters) - O nível de emprego nos Estados Unidos aumentou mais do que o esperado em abril, e a contratação foi muito mais forte do que anteriormente esperado nos dois meses anteriores, abrandando os temores de que o aperto dos cintos em Washington estava causando forte desaceleração na economia.

As folhas de pagamento excluindo o setor agrícola aumentaram em 165 mil no mês passado e a taxa de desemprego caiu para a mínima de quatro anos, a 7,5 por cento, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira.

As folhas de pagamento de março subiram para 138 mil, 50 mil empregos a mais do que divulgado anteriormente, e a contagem de empregos de fevereiro foi revisada para cima em 64 mil, para 332 mil, o maior ganho desde maio de 2010.

"Esse conjunto de dados reafirma aos mercados que a economia dos EUA não está tão fraca quanto parece", disse o economista do CIBC World Markets Andrew Grantham.

O forte relatório de empregos mostra que a economia dos Estados Unidos continua se recuperando, mas cresceria mais rápido se o Congresso aprovasse programas de criação de emprego, disse o conselheiro econômico do presidente Barack Obama, Alan Krueger.

"É crítico que continuemos focados em buscar políticas para acelerar a criação de emprego e expandir a classe média, conforme continuamos a sair do buraco que foi provocado pela forte recessão que começou em dezembro de 2007", disse Krueger, presidente do Conselho de Conselheiros Econômicos, em comunicado.

Economistas consultados pela Reuters esperavam que as folhas de abril aumentassem em 145 mil e que a taxa de desemprego ficasse estável em 7,6 por cento. A queda na taxa de desemprego refletiu mais o ganho de vagas do que pessoas deixando a força de trabalho.

"Isso mostra que o mercado de trabalho e a economia em geral parecem estar mais resilientes do que os investidores temiam", disse o analista de mercado da Western Union Business Solutions, em Washington, Joe Manimbo.

Mesmo assim, detalhes do relatório permaneceram consistentes com desaceleração na atividade econômica. Os empregos no setor de construção diminuíram pela primeira vez desde maio, enquanto as folhas de pagamento da indústria ficaram estáveis.

A semana de trabalho média atingiu máxima de nove meses, com a queda de indicador do esforço de trabalho geral, mas os ganhos médios por hora aumentaram quatro centavos.

A força relativa dos dados foram particularmente surpreendentes, dados outros sinais recentes que sugerem que a economia desacelerou com força nas últimas semanas.

Embora a economia tenha expandido a um ritmo anual de 2,5 por cento no primeiro trimestre, uma ampla gama de dados sugere que terminou o período com menos ímpeto. Além do mais, a atividade industrial quase não cresceu em abril.

FORÇAS FISCAIS

Os economistas temiam que a incerteza com o impacto dos impostos mais altos e dos cortes de gastos do governo em uma demanda já fraca estava deixando as empresas relutantes para contratar. Uma redução de 2 por cento no imposto sobre folha de pagamentos acabou no início deste ano, e cortes de 85 bilhões no orçamento federal entraram em vigor em 1º de março.

"A ideia de que o nível de emprego está se comportando tão bem (...) é um sinal muito positivo das melhoras dos fundamentos da economia", disse Russell Price, economista sênior da Ameriprise Financial Services.

Embora mais forte do que o esperado em abril, o ritmo de contratação permaneceu abaixo do necessário para realizar uma redução significativa na taxa de desemprego.

Os economistas disseram que os dados não parecem fortes o suficiente para levar o Federal Reserve, banco central dos EUA, a interromper o programa de compra de títulos, embora possa acalmar as especulações de que o Fed irá aumentar o nível do estímulo.

Na quarta-feira, o Fed informou que irá continuar a comprar 85 bilhões em títulos a cada mês e que irá aumentar o nível de compra se houver necessidade.

"Eu não acho que os dados de hoje são fortes o bastante para compensar completamente parte da fraqueza que temos visto em algumas outras áreas, como a atividade industrial geral e o ritmo geral de crescimento econômico, então eu acho que o Fed continuará completamente engajado", disse Price.

Todos os ganhos no número de empregos do mês passado foram no setor privado, que somou 176 mil novos postos. Os aumentos foram conduzidos por uma recuperação dos empregos no varejo, que tinham caído em março após oito semanas consecutivas de aumentos. As folhas de pagamento do varejo subiram 29.300.

No entanto, o nível de emprego no setor de construção diminuiu, perdendo 6 mil empregos após 10 meses consecutivos de aumentos.

Os empregos na indústria não registraram aumentos no mês passado.

As folhas de pagamento do governo diminuíram 11 mil, após terem caído 16 mil em março. A maioria das quedas de emprego do mês passado vieram do governo federal e do Serviço de Correios dos EUA.

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