PRÉVIA-Leilão de petróleo abrirá novas fronteiras após 5 anos de espera

sexta-feira, 10 de maio de 2013 18:32 BRT
 

Por Jeb Blount

RIO DE JANEIRO, 10 Mai (Reuters) - O leilão de direitos de exploração de petróleo e gás natural no Brasil na próxima semana, o primeiro em cinco anos, será um teste importante para o governo e para a indústria do petróleo, que lutam para avaliar o potencial de novas reservas gigantes no país.

No leilão na próxima terça e quarta-feira, a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), que regula o setor, vai oferecer a 64 companhias de petróleo brasileiras e internacionais os direitos sobre 289 áreas de exploração e produção em terra e no mar.

Os 155,8 mil quilômetros que serão ofertados durante a 11a Rodada de Petróleo têm potencial para elevar em até 55 por cento toda a área exploratória do país, que vem recuando nos últimos anos como consequência da suspensão dos leilões no período.

O Brasil viu sua área exploratória de blocos de petróleo recuar de 333 mil quilômetros em 2009 para 284 mil quilômetros por causa da interrupção dos leilões, já que as concessões possuem prazos de validade e nenhum novo bloco vinha sendo oferecido desde 2008.

No último leilão, em 2008, o Brasil era o "queridinho" da indústria de petróleo do mundo. A descoberta do chamado campo de Lula de 2007 foi uma das maiores planeta nas últimas décadas. Depois que mais campos gigantes foram encontrados nas proximidades, pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro estimaram que o polígono do pré-sal se estende ao redor de Lula e pode conter 100 bilhões de barris de petróleo, o suficiente para suprir todas as necessidades do mundo por mais de três anos.

A empolgação, no entanto, tem esmaecido. Extenuantes batalhas políticas sobre como dividir os recursos acabou interrompendo uma década de leilões anuais de petróleo e elevaram o controle governamental sobre a riqueza, desestimulando novos investimentos. O crescimento da produção desacelerou e atrasos em projetos se alongaram.

Mesmo as empresas com grandes apostas no Brasil, como a Chevron o BG Group, repensaram planos porque uma falta de novas áreas tornou mais difícil justificar mais gastos.

Enquanto isso, a produção brasileira de petróleo e gás caiu para 2,3 milhões de barris de óleo equivalente por dia em março, a menor em três anos e meio. A produção está 15 por cento abaixo das máximas de 2012 e menos da metade do que o Brasil espera produzir em 2020.   Continuação...