CSN prevê novos reajustes do preço do aço no Brasil em 2013

quinta-feira, 16 de maio de 2013 19:18 BRT
 

Por Alberto Alerigi

SÃO PAULO, 16 Mai (Reuters) - A CSN pretende elevar novamente os preços do aço para o mercado doméstico neste ano, após a siderúrgica ter registrado recorde de vendas no primeiro trimestre, mesmo tendo anunciado dois reajustes para as distribuidoras, disse um executivo da companhia nesta quinta-feira.

Os incentivos governamentais estão impulsionando o investimento e o consumo de aço no país, disse o diretor comercial da CSN, Luis Fernando Martinez, em teleconferência com analistas, acrescentando que segmentos como linha branca, construção civil, embalagens e automotivo estão mostrando boas perspectivas para o restante do ano.

A CSN espera que seus preços-médios de aço subam de 5 a 8 por cento entre abril e junho em relação ao primeiro trimestre, disse Martinez, que não descartou outros reajustes no segundo semestre.

"Dependendo das condições de mercado, que na minha opinião são muito favoráveis, é possível a gente pensar em novos aumentos de preços no segundo semestre", disse Martinez, acrescentando que os preços no mercado interno estão 10 por cento maiores que os praticados no exterior, diferença conhecida no setor como "prêmio".

A Usiminas, que concorre com a CSN, também vê viés de alta para os preços do aço no Brasil no segundo semestre.

A CSN fechou o primeiro trimestre com queda de 82 por cento no lucro líquido, apesar do recorde de vendas de aço de 1,55 milhão de toneladas. O resultado refletiu o tombo de quase 40 por cento nas vendas de minério de ferro, após quebra de um importante equipamento na mina Casa de Pedra em janeiro.

Apesar da falha no equipamento transportador de minério para uma usina de beneficiamento, o diretor de Mineração da companhia, Daniel dos Santos, afirmou que a CSN mantém a meta de exportar entre 29 milhões e 30 milhões de toneladas do insumo em 2013.

Ele afirmou que a empresa implementou soluções "alternativas, mas definitivas" para repor a capacidade do equipamento quebrado e que em maio a produção ficará próxima à normalidade, com queda de 10 por cento ante a de um ano antes.   Continuação...