Vendas de carros dos EUA devem subir 8% em maio, dizem empresas de pesquisa

quinta-feira, 23 de maio de 2013 12:54 BRT
 

DETROIT, 23 Mai (Reuters) - As vendas de automóveis nos EUA em maio devem subir cerca de 8 por cento e o ritmo anual de vendas deve se recuperar acima de 15 milhões de veículos, depois de um resultado decepcionante no mês anterior, disseram dois relatórios de pesquisa, na quinta-feira.

As vendas de carros novos e caminhões em maio devem atingir 1,43 milhão de veículos, enquanto o ritmo anual de vendas está previsto para alcançar 15,2 milhões de veículos, de acordo com um relatório da JD Power and Associates e LMC Automotive, e com um outro da TrueCar.com.

O ritmo anual de vendas vinha ultrapassando 15 milhões de veículos a cada mês desde novembro, antes de cair em abril, conforme as montadoras estrangeiras reportaram resultados fracos e as vendas para clientes comerciais decaíram.

"Esta é a época do ano em que a indústria automotiva prende coletivamente a respiração, uma vez que o passado recente tem lidado com uma desaceleração na demanda de primavera. No entanto, o ritmo atual sugere para irmos a todo vapor adiante para o segundo semestre de 2013", afirmou o vice-presidente sênior da LMC, Jeff Schuster, em um comunicado. "Ventos contrários da economia e do mercado foram minimizados, enquanto a demanda continua a ganhar impulso."

As vendas de automóveis são um indicador precoce mensal da saúde econômica. A indústria tem, até agora, se provado mais forte do que a economia geral dos EUA. A idade recorde de carros e caminhões em circulação chegou a mais de 11 anos e uma maior facilidade de crédito levou os consumidores ao mercado.

"A estabilidade na indústria é agora a regra, o que é um ponto positivo para as montadoras, uma vez que resulta na capacidade de otimizar os níveis de produção, melhorando a rentabilidade", disse a analista sênior da TrueCar, Jesse Toprak, em um comunicado.

A indústria está programada para informar os resultados de maio em 3 de junho. Em abril, as vendas subiram 8,5 por cento.

(Reportagem de Ben Klayman, em Detroit)