SUMMIT-BB negocia aquisições nos EUA, Chile e Colômbia

quinta-feira, 23 de maio de 2013 18:33 BRT
 

Por Aluísio Alves e Natália Gómez e Guillermo Parra-Bernal

SÃO PAULO, 23 Mai (Reuters) - O Banco do Brasil mantém negociação para aquisições nos Estados Unidos, na Colômbia e no Chile, dentro sua estratégia de aumentar a fatia internacional em seus resultados, disse nesta quinta-feira um vice-presidente da maior instituição financeira da América Latina.

O objetivo é ter instituições financeiras completas em cada país, que atuem com varejo e atacado, mas esta não tem sido uma tarefa fácil, disse. "Estamos dispostos a construir uma plataforma gradualmente, peça por peça", disse o vice-presidente de atacado, negócios internacionais e private bank do BB, Paulo Rogério Caffarelli, em entrevista durante o Reuters Latin American Investment Summit.

Neste momento, o preço dos ativos nestes mercados não é um problema pois, na avaliação de Caffarelli, estão "em patamares adequados para cada país".

O executivo reiterou o interesse em aquisições na Flórida e em Nova Jersey, mas não quis comentar a negociação que está em curso para a compra do Citi National Bank of Florida, controlado pelo espanhol Bankia. "O BB quer uma operação robusta nos EUA, senão não justifica investir", disse.

O projeto de internacionalização do banco está em curso desde 2009, quando esta área representava apenas 1 por cento do seu resultado recorrente. No ano passado, esta fatia chegou a 12 por cento, e para 2013 a expectativa é atingir 15 por cento. Neste período, o BB comprou o Banco da Patagônia, na Argentina, e o Eurobank, nos EUA.

No Peru, outro alvo do Banco do Brasil no exterior, não há negociações em andamento, disse Caffarelli. Já os planos de iniciar operações na África, com foco em países de língua portuguesa, continuam no radar da instituição, mas devem ficar para um segundo momento, disse o executivo.

VOTORANTIM

Simultaneamente, o BB segue avaliando alternativas para fortalecer sua franquia de banco de investimentos, que inclui possível aumento da participação no Banco Votorantim e acordos no exterior. "Mas em qualquer parceria, não faz sentido termos menos de 75 por cento do capital", disse.   Continuação...