IPO da Azul vai financiar expansão e sanar dívidas

segunda-feira, 27 de maio de 2013 14:40 BRT
 

SÃO PAULO, 27 Mai (Reuters) - A Azul, terceira maior companhia aérea do país, pediu registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar uma oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).

A oferta incluirá um lote primário, de ações novas, e um lote secundário, de títulos detidos por atuais acionistas. O Santander será o coordenador líder da operação, que contará com Morgan Stanley, Itaú BBA, Goldman Sachs e BB Investimentos.

A empresa, que diz ter 29,3 por cento do mercado brasileiro de aviação civil, vai se listar no Nível 2 de governança corporativa da BM&FBovespa. A oferta ocorrerá simultaneamente no Brasil e no exterior, com a venda de ações preferenciais e recibos de ações (ADRs).

Segundo a empresa, os recursos captados na oferta primária serão usados para expansão de seus negócios, incluindo investimentos em aeronaves para aumento de frota, crescimento do número de rotas e reforço do capital de giro.

Segundo prospecto preliminar publicado nesta segunda-feira, os recursos também serão usados para pagar empréstimos contraídos com a companhia Bozano, acionista da empresa, e para pagar o arrendamento de cinco aeronaves.

A extensa lista de acionistas vendedores na oferta secundária inclui diversas classes do fundo Saleb, a Bozano Holdings e os acionistas individuais Regis da Silva Brito, Miguel Dau e João Carlos Fernandes, entre outros.

Fundada em 2008 pelo empresário David Neeleman, a Azul completou uma fusão com a Trip no final de maio do ano passado.

No documento divulgado nesta segunda-feira, a companhia informa ter fechado 2012 com receita líquida consolidada de 2,7 bilhões de reais ou 4,1 bilhões de reais em base pro forma, considerando as operações da Trip.

Em 2012, a empresa teve prejuízo de 170,8 milhões de reais; considerando a Trip, o prejuízo foi de 383,8 milhões de reais.

O valor da oferta ainda não foi divulgado, mas é estimado em cerca de 1 bilhão de reais pelo IFR, serviço da Thomson Reuters. (Por Natalia Gómez; Edição de Aluísio Alves)