Armazenagem do milho 2a safra desafiará produtores nos próximos meses

sexta-feira, 7 de junho de 2013 19:14 BRT
 

Por Gustavo Bonato

SÃO PAULO, 7 Jun (Reuters) - Se o principal gargalo logístico do setor de grãos no primeiro semestre foi o transporte, incluindo congestionamentos nos portos, na segunda metade do ano o problema não terá uma dimensão menor, mas um nome diferente: armazenagem.

A avaliação é de empresários e representantes do setor produtivo que participaram de um evento de logística em São Paulo, nesta sexta-feira.

O Brasil acaba de colher uma safra recorde de 81,2 milhões de toneladas de soja, embarcou nos primeiros cinco meses do ano quase 20 milhões de toneladas, mas ainda restam 15 milhões de toneladas da oleaginosa para serem exportados ao longo dos próximos meses.

E, com o início da colheita da segunda safra de milho --com um volume histórico estimado em 43,6 milhões de toneladas, o dobro de dois anos atrás--, novos desafios logísticos e de infraestrutura são colocados aos integrantes do agronegócio.

Se o Brasil não tem capacidade logística para armazenar e movimentar rapidamente sucessivas safras recordes no verão, estará ainda mais pressionado no final de 2013 após três semestres consecutivos de produção exuberante.

"É uma corrida atrás da outra", disse Luiz Lourenço, presidente da Cocamar, uma das maiores cooperativas agrícolas do Paraná, com sede em Maringá.

Os esforços que a equipes comercial e de logística da instituição farão nos próximos meses exemplifica o que acontece no país.

Nos silos da cooperativa, que têm capacidade estática de 1 milhão de toneladas, ainda há 600 mil toneladas de soja que os produtores preferiram não vender, à espera de um salto nos preços como ocorreu no segundo semestre de 2012, após uma quebra na safra dos EUA devido a uma forte seca.   Continuação...