Premiê italiano Letta ganha incentivo em eleição local

segunda-feira, 10 de junho de 2013 12:38 BRT
 

Por Catherine Hornby

ROMA, 10 Jun (Reuters) - A enfraquecida centro-esquerda da Itália venceu a eleição para prefeito de Roma nesta segunda-feira e parecia a caminho de fazer o mesmo em outras cidades, dando um impulso ao primeiro-ministro Enrico Letta à medida que o premiê tenta controlar uma coalizão incomodada com os tradicionais rivais de direita.

O candidato de centro-esquerda, o ex-cirurgião Ignazio Marino, recebeu 63,8 por cento dos votos no segundo turno da eleição, realizado no domingo e nesta segunda-feira, derrotando o atual prefeito Gianni Alemanno, que ficou com 36,2 por cento, de acordo com apuração parcial do Ministério do Interior.

"O fato é que Marino venceu, nós temos que aceitar isso", disse Andrea Augello, um assessor próximo de Alemanno.

Com cerca de 6 milhões de italianos com direito a voto, as eleições foram o primeiro grande teste sobre o sentimento da população desde a formação do governo Letta, em abril.

No entanto, a perda de confiança nos políticos ficou evidente com a queda brusca no comparecimento às urnas de 63 por cento no segundo turno de 2008 para 45 por cento desta vez.

Apesar do comparecimento baixo, o resultado foi positivo para o Partido Democrático (PD), de Letta, de centro-esquerda.

O partido, que obteve uma apertada vitória na eleição geral de fevereiro, frustrou muitos dos seus apoiadores ao formar uma coalizão com o PDL, do ex-premiê conservador Silvio Berlusconi. Desde então, Letta se empenha em convencer o eleitorado de que o governo é conduzido por ele, e não pelo carismático bilionário Berlusconi.

Os resultados preliminares nesta segunda-feira mostraram alguns sinais de confiança dos eleitores na centro-esquerda em outros lugares também. Eles estava bem à frente nas cidades de Ancona, Viterbo e Treviso e estavam a caminho de ganhar em todas as capitais provinciais em disputa.

O Movimento 5 Estrelas, partido do comediante Beppe Grillo, que havia conseguido quase um quarto dos votos em fevereiro, aproveitando-se de uma onda de insatisfação popular contra os políticos, teve um resultado bem menos expressivo no primeiro turno das eleições municipais.

O movimento tem sido sacudido pela percepção de que seu líder é autoritário. Na semana passada, dois parlamentares abandonaram o grupo, queixando-se do controle de Grillo sobre as decisões.