Membros da EU não chegam a acordo sobre aprovações de milho transgênico

segunda-feira, 10 de junho de 2013 14:32 BRT
 

BRUXELAS, 10 Jun (Reuters) - Os governos da União Europeia não chegaram a um acordo nesta segunda-feira sobre a aprovação de três variedades de milho geneticamente modificado para uso na alimentação humana e animal, disse a Comissão Europeia.

O fato de o comitê permanente sobre cadeia alimentar e saúde animal não ter conseguido atingir uma maioria a favor ou contra o assunto significa que a decisão passará para um comitê de apelação nas próximas semanas, disse um porta-voz da Comissão.

Caso o comitê de apelações também não seja capaz de chegar a um consenso, a Comissão ficará livre para conceder a aprovação do mercado da UE.

Dois dos pedidos são para variedades de milho contendo múltiplos traços genéticos, destinadas a proteger as plantas em crescimento de várias pragas, e torná-las tolerantes a herbicidas. Ambos os produtos foram desenvolvidos conjuntamente pela Monsanto Co e Dow Chemical Co.

Não é permitido o cultivo de nenhuma das duas variedades na Europa. A autorização cobriria o uso de importações para alimentos e rações vendidos na Europa, embora haja pouca ou nenhuma demanda por alimentos geneticamente modificados entres os consumidores europeus.

A terceira aprovação seria para o polém do milho MON810 da Monsanto, resistente a insetos, único transgênico que no momento é cultivado comercialmente na Europa.

Cinco dos 27 Estados da UE cultivaram o milho MON810 em 129 mil hectares em 2012, segundo dados do Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA, na sigla em inglês). A Espanha foi o principal produtor, seguida por Portugal, República Checa, Eslováquia e Romênia.

(Reportagem de Charlie Dunmore)

 
Espiga de milha em uma plantação na cidade de Fuechtorf, Alemanha. Os governos da União Europeia não chegaram a um acordo nesta segunda-feira sobre a aprovação de três variedades de milho geneticamente modificado para uso na alimentação humana e animal, disse a Comissão Europeia. 9/09/2012. REUTERS/Ina Fassbender