11 de Junho de 2013 / às 17:39 / em 4 anos

Dilma pode enfrentar 2o turno em 2014, mostra pesquisa CNT/MDA

Presidente Dilma Rousseff gesticula durante a cerimônia do lançamento do Plano Safra 2013/14, em Brasília. Dilma seria eleita em primeiro turno se as eleições presidenciais fossem realizadas hoje, segundo dois cenários da pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira. Mas, num quadro em que todos os candidatos fossem igualmente conhecidos pelos eleitores, ela poderia enfrentar um segundo turno para seguir no Palácio do Planalto por mais quatro anos. 04/06/2013 REUTERS/Ueslei Marcelino

Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA, 11 Jun (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff seria eleita em primeiro turno se as eleições presidenciais fossem realizadas hoje, segundo dois cenários da pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira. Mas, num quadro em que todos os candidatos fossem igualmente conhecidos pelos eleitores, ela poderia enfrentar um segundo turno para seguir no Palácio do Planalto por mais quatro anos.

De acordo com sondagem realizada pela MDA Pesquisa, a pedido da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), no primeiro cenário, Dilma teria 52,8 por cento dos votos, o que lhe garantiria vitória já no primeiro turno.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), potencial candidato tucano, teria 17,0 por cento, seguido pela ex-senadora Marina Silva, que trabalha para criar um novo partido, com 12,5 por cento, enquanto o governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, teria 3,7 por cento.

Num cenário sem o governador pernambucano, Dilma ganharia com 54,2 por cento dos votos, contra 18,0 por cento de Aécio e 13,3 por cento de Marina.

Já num levantamento hipotético, em que os eleitores tenham o mesmo grau de conhecimento sobre os quatro virtuais candidatos, Dilma teria a preferência de 44,1 por cento dos eleitores, seguida de Aécio (22,8 por cento), Marina (14,2 por cento) e Campos (5,8 por cento).

Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa ter mais votos que a soma dos votos de todos os seus adversários. Nesse cenário hipotético, a diferença a favor de Dilma estaria dentro da margem de erro da pesquisa, de 2,2 pontos percentuais, tornando possível o segundo turno.

Para montar esse cenário, o número de entrevistas válidas caiu para 755, das 2.010 realizadas para a pesquisa como um todo, já que foram considerados apenas os entrevistados que afirmara conhecer todos os quatro prováveis candidatos.

As simulações feitas sobre um possível segundo turno entre Dilma e seus rivais mostraram vitórias da presidente, sendo a mais apertada sobre Aécio: 58,8 por cento a 22,5 por cento.

No último fim de semana, pesquisa Datafolha mostrou Dilma ainda como favorita na disputa eleitoral do ano que vem, apesar da queda de sua popularidade, com a presidente tendo 51 por cento das intenções de voto no cenário mais provável de candidatos.

AVALIAÇÃO DE GOVERNO PIORA

A pesquisa CNT/MDA mostrou queda na avaliação positiva do governo para 54,2 por cento em junho, contra 56,6 por cento em julho do ano passado, refletindo um menor otimismo da população com questões econômicas.

Para 35,6 por cento, a avaliação do governo é regular, ante 35,5 por cento em julho de 2012, e para 9,0 por cento ela é negativa, comparados com os 7,0 por cento do ano passado.

“Podemos concluir que há uma queda do otimismo com relação ao emprego e à renda mensal”, disse o senador e presidente da CNT, Clésio Andrade (PMDB-MG).

O percentual dos que acham que a situação do emprego irá melhorar nos próximos seis meses caiu para 39,6 por cento, em comparação com 54,1 por cento em julho do ano passado. O grande aumento se deu entre os que acreditam que a situação se manterá igual, que passou para 44,5 por cento, ante 32,2 por cento.

Já os que acham que o quadro do emprego vai piorar passou para 11,5 por cento, ante 9,6 por cento.

Em relação à renda, os que esperam um aumento nos próximos seis meses caíram para 35,8 por cento, ante 49 por cento.

Andrade citou também a percepção da inflação como um dos principais fatores que influenciam na avaliação da população e também a recente valorização do dólar frente o real.

Em 12 meses, a inflação oficial acumula uma alta de 6,50 por cento, no teto da meta do governo, de 4,5 por cento mais 2 pontos percentuais de tolerância. Ao mesmo tempo, o dólar registrou uma alta de 7 por cento no mês passado.

A aprovação do desempenho pessoal de Dilma oscilou negativamente para 73,7 por cento neste mês, ante os 75,7 por cento registrados em julho de 2012.

Na última pesquisa Datafolha, a avaliação ótima/boa do governo caiu para 57 por cento, ante 65 por cento em março deste ano. A avaliação regular pulou para 33 por cento, ante 27 por cento há três meses, e a ruim e péssima foi a 9 por cento, ante 7 por cento.

A pesquisa CNT/MDA foi realizada entre os dias 1o e 5 de junho, em 134 municípios.

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