Vendas no varejo no Brasil sobem 0,5% em abril, abaixo do esperado

quinta-feira, 13 de junho de 2013 13:40 BRT
 

Por Rodrigo Viga Gaier e Camila Moreira

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 13 Jun (Reuters) - As vendas no varejo brasileiro decepcionaram em abril, apesar de terem voltado a crescer na variação mensal depois de dois meses, ainda impactadas pela inflação elevada contaminando o consumo, principalmente em supermercados.

Segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, as vendas cresceram apenas 0,5 por cento em abril ante março, ainda mostrando retração nas vendas de supermercados.

"A situação da inflação é preocupante para o comércio. E a taxa de câmbio também pode influenciar no ritmo do comércio em 2013", afirmou o economista do IBGE Reinaldo Pereira, referindo-se à recente desvalorização do real, que pode tornar os bens importados mais caros, mpurrando os preços para cima.

Na comparação com um ano antes, as vendas no varejo subiram 1,6 por cento, o pior resultado para um mês de abril desde 2003, quando houve queda de 3,4 por cento.

"Esse número veio baixo e os supermercados seguraram o resultado. Realmente, o preço alto está inibindo as compras no supermercado. O que há é substituição: ou você muda a marca ou opta por um produto mais barato", completou Pereira.

Analistas ouvidos pela Reuters esperavam alta de 1,40 por cento na comparação mensal e de 3,50 por cento na base anual, segundo as respectivas medianas das previsões.

SUPERMERCADOS X INFLAÇÃO

Segundo o IBGE, as vendas de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo registram queda de 0,5 por cento em abril sobre o mês anterior, após recuos de 2,1 por cento em março e de 1,5 por cento em fevereiro.   Continuação...

 
Consumidores examimam equipamento de som em loja da Casas Bahia, em São Paulo. As vendas no varejo brasileiro decepcionaram em abril, apesar de terem voltado a crescer na variação mensal depois de dois meses, ainda impactadas pela inflação elevada contaminando o consumo. 7/02/2013. REUTERS/Nacho Doce (BRAZIL - Tags: BUSINESS) - RTR3E2U3