Asiana diz que vai melhorar treinamento de pilotos para aviões novos

segunda-feira, 15 de julho de 2013 10:45 BRT
 

SEUL, 15 Jul (Reuters) - A Asiana Airlines afirmou nesta segunda-feira que vai aprimorar o treinamento de pilotos para conduzir novos aviões, como parte de uma série de medidas tomadas após o acidente fatal de um Boeing 777 em São Francisco.

Três adolescentes chinesas morreram e mais de 180 pessoas ficaram feridas quando o voo da Asiana, proveniente de Seul, pousou no aeroporto internacional de São Francisco, na Califórnia, em 6 de julho.

O piloto encarregado de pousar o avião estava em treinamento do modelo 777, e quem estava a seu lado era um copiloto no primeiro voo como instrutor. Ambos eram pilotos experientes, embora não tivesse voado juntos antes, segundo o órgão de segurança nos transportes dos EUA, o National Transportation Safety Board.

"Vamos reforçar nosso programa de treinamento... quando um piloto passa a operar um avião de um fabricante diferente", disse a Asiana em uma apresentação para o governo, que foi mostrada aos repórteres.

Atualmente os pilotos da Asiana têm que passar por 10 voos e um total de 60 horas em um Boeing 777 para completar seu programa de treinamento, havia dito anteriormente uma porta-voz da companhia aérea.

O piloto Lee Kang-Kuk, um veterano que tinha um total de cerca de 10.000 horas de de voo, havia completado oito voos e 43 horas no Boeing 777, disse a porta-voz.

Ele havia pilotado aviões da Airbus antes de mudar para o Boeing 777.

As novas medidas incluem melhorar a formação para a abordagem visual e voo automatizado e realização de inspeção em voo em aeroportos que são "vulneráveis à segurança".

 
Passageiros são retirados do Boeing 777 após acidente na pista de pouso do aeroporto internacional de São Francisco, na Califórnia. A Asiana Airlines afirmou nesta segunda-feira que vai aprimorar o treinamento de pilotos para conduzir novos aviões, como parte de uma série de medidas tomadas após o acidente fatal. 6/07/2013 REUTERS/Eugene Anthony Rah/Handout via Reuters