ATUALIZA 1-China liberaliza taxas de empréstimo bancários em ação de reforma

sexta-feira, 19 de julho de 2013 10:08 BRT
 

Por Kevin Yao e Jason Subler

PEQUIM, 19 Jul (Reuters) - O banco central da China anunciou aguardadas reformas nas taxas de juros nesta sexta-feira, eliminando controles sobre as taxas que os bancos podem cobram de clientes para empréstimos, em ação busca uma precificação do crédito mais conduzida pelo mercado.

O BC da China informou em comunicado em seu site que vai remover o piso sobre as taxas de empréstimo para bancos comerciais, o que significa que os bancos poderão agora reduzir as taxas o quanto eles considerarem que seja adequado para atrair os tomadores de empréstimos.

O banco central informou esperar que a ação reduza os custos financeiros para as empresas.

Entretanto, a medida não eliminou o teto existente para as taxas de depósito, atualmente em 110 por cento das taxas referenciais, o que muitos economistas veem como a medida mais importante que Pequim eventualmente precisará tomar na liberalização de seu regime de taxa de juros.

"Esse é um grande avanço nas reformas financeiras. Anteriormente, as pessoas tinham pensado que o banco central iria apenas diminuir gradualmente o piso das taxas de empréstimo. Agora, eles eliminaram o piso de uma vez por todas", disse o economista sênior do Centro da China para Transações Econômicas Internacionais, Wang Jun.

A medida, que entra em vigor no sábado, provavelmente irá reduzir os custos de empréstimo para as empresas e pessoas físicas, encerrando o que muitos observadores disseram ter sido custos de empréstimos artificialmente altos que beneficiavam os grandes credores do Estado às custas de empresas privadas.

"A reforma desta vez não expande a margem de flutuação nas taxas de depósito. A principal consideração é que as reformas das taxas de depósito serão mais profundas e irão necessitar de condições maiores", informou o banco central em comunicado.

O fato de que o primeiro-ministro Li Keqiang tomou a medida logo após quatro meses no cargo emite um sinal de que ele e sua administração estão sérios quanto a fazer reformas que visam reequilibrar a segunda maior economia do mundo.   Continuação...