Títulos de Detroit caem e juíza tenta evitar pedido de falência

sábado, 20 de julho de 2013 13:26 BRT
 

DETROIT (Reuters) - Investidores se livraram dos títulos de Detroit, um dia depois do histórico pedido de falência da cidade norte-americana, mesmo apesar de uma decisão judicial ter levantado dúvidas sobre se a falência municipal poderá mantida judicialmente.

Tentativas do governador do Estado de Michigan, Rick Snyder, e do Administrador de Emergências de Detroit, Kevyn Orr, de dar um caráter positivo à maior falência municipal na história dos EUA, não conseguiram acalmar investidores.

Os preços de alguns títulos de Detroit despencaram e houve desvalorização nos 3,7 trilhões de dólares no mercado de títulos municipais dos EUA.

O tribunal estadual em Lansing, capital do Michigan, mandou Orr retirar o pedido de falência porque a lei que permitia que Snyder aprovasse o pedido de falência, violava a Constituição de Michigan. O governador não tem poder para "reduzir ou prejudicar os benefícios das pensões", de acordo com a decisão da juíza Rosemarie Aquilina.

Orr, que foi nomeado por Snyder em março para tentar resolver a crise financeira da cidade e cuidar dos seus 18,5 bilhões de dólares de dívida de longo prazo, reconheceu que as batalhas judiciais sobre a necessidade de um pedido de falência podem ser demoradas e difíceis.

O primeiro teste de uma pedido de falência do tipo é ver se a cidade buscou outras opções razoáveis de financiamento antes do pedido, e "acho que a cidade terá uma briga para conseguir a qualificação" em relação à decisão, disse Orr.

No pedido de falência, Orr afirmou que estabeleceu objetivo para concluir o processo de falência até, no máximo, setembro de 2014.

"Ainda tenho 15 meses de mandato", disse Orr. "Prometi ao governador que vamos tentar fazer isso dentro do prazo previsto pelo estatuto."

O juiz Steven Rhodes do tribunal do distrito leste de Michigan foi designado para supervisionar o caso de Detroit, que envolve milhares de credores. Especialistas em falências acham que o caso pode levar anos e custar dezenas de milhões de dólares.   Continuação...