Áreas de café e cana do Paraná escapam de geada severa

quarta-feira, 24 de julho de 2013 09:20 BRT
 

SÃO PAULO, 24 Jul (Reuters) - Os cafezais do Paraná parecem ter escapado de uma geada forte na madrugada desta quarta-feira, de acordo com relatos iniciais de agrônomos, trabalhadores de cooperativas na região e um meteorologista.

A Somar Meteorologia registrou geadas de intensidade menor do que o previsto em todo o Paraná, no sul de Mato Grosso do Sul e extremo sul de São Paulo, em áreas de produção de café, cana e trigo.

"Por causa da nebulosidade, a temperatura não caiu tanto quanto poderia. Os danos vão ser pequenos, não tão grandes quanto se falava", disse o agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, da Somar.

Ele ressaltou que uma avaliação mais precisa de danos só poderá ser feita em dois ou três dias, período necessário para as plantas apresentarem alterações visuais.

"As temperaturas caíram entre zero e um grau negativo no município de Apucarana", disse Paulo Sergio Franzini, chefe do Departamento de Economia Rural (Deral) na cidade de Apucarana, um dos polos de produção de café no norte do Paraná.

Outras cidades num raio de algumas dezenas de quilômetros de Londrina apenas registraram temperaturas mínimas entre 2 e 5 graus.

Na fazenda de 180 hectares de café do produtor Luiz Hafers, na cidade de Ribeirão Claro --a 145 quilômetros de Londrina--, o administrador Benedito Caetano disse que as temperaturas não caíram abaixo de 6 graus.

Funcionários de plantão na madrugada na cooperativa Copagra, em Nova Londrina, região com produção de cana-de-açúcar, a 280 quilômetros de Londrina, disseram que as temperaturas na região não ficaram abaixo de 5 graus.

O coordenador de culturas perenes da cooperativa Cocamar, de Maringá, Robson Luiz Ferreira, disse que "as mínimas mal caíram entre zero e um grau negativo em algumas áreas de baixada, onde tivemos alguns relatos isolados de geada, mas sem registro de geada nos cafezais até o momento."

Ferreira afirmou que não espera perdas na produtividade dos pés de café devido à onda de frio desta quarta-feira. A Cocamar tem 11 mil produtores associados e movimenta 300 mil sacas de café --além de grande quantidade de grãos-- a cada ano.

(Reportagem de Reese Ewing e Gustavo Bonato)