26 de Julho de 2013 / às 11:10 / 4 anos atrás

Prejuízo da Usiminas no 2o tri fica abaixo do esperado

SÃO PAULO, 26 Jul (Reuters) - A maior produtora de aços planos do Brasil encerrou o segundo trimestre com novo prejuízo, mas o resultado veio melhor que o esperado pelo mercado, com ganhos de eficiência, custos controlados apesar do impacto da valorização do dólar contra o real e redução de alavancagem.

A companhia teve prejuízo líquido trimestral, o sexto consecutivo, de 22 milhões de reais entre abril e junho, abaixo da menor das estimativas de resultado negativo esperadas por seis analistas em pesquisa da Reuters, que iam de 31 a 402 milhões de reais.

Um ano antes, a empresa havia registrado prejuízo de 87 milhões de reais. A perda também foi menor que o resultado negativo de 123 milhões de reais dos três primeiros meses deste ano.

Segundo a Usiminas, “apesar do fraco crescimento da produção industrial no Brasil no primeiro semestre, o desempenho dos grandes setores consumidores de aço foi relativamente positivo (...) com crescimento da produção de bens de capital”.

A geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado somou 441 milhões de reais, salto de 90,1 por cento na comparação anual e de 41 por cento sobre o primeiro trimestre. A margem no período passou de 7,2 para 13,6 por cento, na comparação anual.

A expectativa média de seis analistas era Ebitda de 391 milhões e margem de 11,9 por cento.

Segundo dados do balanço, a Usiminas conseguiu melhorar sua eficiência ao elevar o Ebitda por tonelada de aço produzida de 126 reais no segundo trimestre de 2012 para 252 reais nos três meses encerrados em junho deste ano. No primeiro trimestre, a relação foi de 189 reais.

E enquanto a valorização do dólar deixou insumos mais caros quando convertidos em reais, o custo por tonelada ficou praticamente estável na comparação anual, passando de 1.662 reais para 1.640, e recuou sobre os 1.798 reais do primeiro trimestre.

O resultado foi conseguido com a empresa focando 90,9 por cento de suas vendas no mercado interno, mais rentável que exportações, no segundo trimestre ante 70 por cento no mesmo período de 2012 e 77 por cento no primeiro trimestre deste ano.

O volume de vendas ficou praticamente estável sobre o primeiro trimestre, a 1,572 milhão de toneladas. Na comparação com o segundo trimestre do ano passado, quando a empresa tinha como meta reduzir estoques elevados de aço, houve queda de 16,7 por cento.

A produção de aço bruto cresceu 5 por cento na comparação com o trimestre anterior, mas caiu na mesma proporção sobre o segundo trimestre de 2012, para 1,749 milhão de toneladas.

De acordo com o balanço, os números da unidade Automotiva, dedicada à produção de cabines de caminhões e que teve venda anunciada em 14 de junho para a mineira Aethra Sistemas por 210 milhões de reais, foram incluídos nos resultados. O negócio será concluído após cumprimento de condições que incluem aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A Usiminas investiu no segundo trimestre 260,6 milhões de reais, crescimento de 49 por cento sobre os três primeiros meses deste ano, mas queda de 26,6 por cento no comparativo anual. Do total investido, 54 por cento foi voltado às operações siderúrgicas e 40 por cento em mineração.

A empresa terminou junho com relação dívida líquida sobre Ebitda de 2,9 vezes ante 3,9 vezes no final do segundo trimestre do ano passado, com caixa tendo leve queda de 2 por cento, para 4,736 bilhões de reais.

Por Alberto Alerigi Jr. e Guillermo Parra-Bernal

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