Israel e palestinos contestam formato de negociação em Washington

segunda-feira, 29 de julho de 2013 10:15 BRT
 

Por Dan Williams e Ali Sawafta

JERUSALÉM/RAMALLAH, Cisjordânia, 29 Jul (Reuters) - Autoridades israelenses e palestinas apresentaram formatos conflitantes para as negociações de paz a serem retomadas na segunda-feira em Washington, após quase três anos de hiato.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, pretende reunir os negociadores na noite de segunda e na terça-feira, para reiniciar um processo de paz abandonado em 2010 devido à insistência de Israel em ampliar assentamentos na Cisjordânia ocupada.

Nas frustradas tentativas anteriores de resolver o conflito, as questões mais simples eram discutidas antes, deixando as mais espinhosas --como o status de Jerusalém e o futuro dos refugiados palestinos-- para mais tarde.

Desta vez, "todas as questões que estão no centro de um acordo permanente serão negociadas simultaneamente", disse o ministro israelense Silvan Shalom, do partido direitista Likud, à Rádio do Exército de Israel.

Os palestinos, com apoio internacional, querem que seu futuro Estado tenha fronteiras semelhantes às que vigoravam antes do avanço territorial de Israel na guerra de 1967 - o que abrange a Faixa de Gaza, a Cisjordânia e a adjacente Jerusalém Oriental.

Yasser Abed Rabbo, alto funcionário da Organização para a Libertação da Palestina, disse que o convite dos EUA não informava quais disputas seriam discutidas, mas ele afirmou à rádio Voz da Palestina que a discussão "irá começar, em princípio, com as questões de fronteiras e segurança".

Netanyahu resiste aos apelos dos palestinos para que aceite de antemão as fronteiras pré-1967. Shalom disse que essa posição israelense contribuirá para que as negociações, programadas para durarem nove meses, sejam abrangentes.

"Se a questão das fronteiras e territórios fosse cedida, que incentivo eles (palestinos) teriam para fazer concessões na questão dos refugiados ou de Jerusalém?", argumentou.   Continuação...