França vai cortar 12% de militares em orçamento de seis anos

sexta-feira, 2 de agosto de 2013 10:44 BRT
 

Por Patrick Vignal e Alexandria Sage

PARIS, 2 Ago (Reuters) - A França vai cortar cerca de 34.000 militares como parte de uma proposta de orçamento de seis anos para a defesa que será anunciado nesta sexta-feira, no momento em que os cortes de gastos do governo e o desejo de forças mais ágeis alteram a composição do segundo maior exército da Europa.

O ministro da Defesa da França, Jean-Yves Le Drian, vai apresentar o orçamento de 190 bilhões de euros (251 bilhões de dólares) em uma reunião do gabinete.

O Ministério da Defesa alertou em abril que seu orçamento permaneceria fixo nos próximos anos quando apresentou as prioridades para 2014-19, em uma estratégia que antecipou o corte de 12 por cento no pessoal.

O governo quer cortar os gastos do Estado em 60 bilhões de euros nos cinco anos do mandato para alcançar metas de défict, mas evita cortes drásticos nos gastos militares depois de oficiais das Forças Armadas e parlamentares disseram que isso afetaria a capacidade da França de reagir a ameaças de segurança globais.

Ainda assim, o corte de postos de trabalho de militares vai ter impacto, num momento de alta do desemprego a insatisfação com o presidente socialista François Hollande devido a sua incapacidade de reanimar a economia.

De acordo com o esboço do orçamento, os militares vão desacelerar a entrega de aviões Rafale encomendados da Dassault Aviation, recebendo apenas 26 caças nos próximos seis anos, abaixo dos cerca de 11 aviões ao ano.

O governo espera que as encomendas estrangeiras absorvam alguns dos aviões feitos pela semi-estatal Dassault, que ainda espera vender um de seus carro-chefe Rafales no exterior, mas diz ser preciso produzir pelo menos 11 por ano para operar de forma eficiente.

A mudança vai atrasar os pagamentos prometidos pelos aviões, no valor de cerca de 120 milhões de dólares cada, aliviando a pressão sobre os cofres públicos.   Continuação...