ANÁLISE-Com ajuda do Irã, Síria poderia atacar EUA no ciberespaço

quinta-feira, 29 de agosto de 2013 10:48 BRT
 

Por Joseph Menn

SAN FRANCISCO, 29 Ago (Reuters) - Se os Estados Unidos atacarem a Síria, será a primeira vez que os norte-americanos entrarão em confronto com um país capaz de realizar retaliações no ciberespaço.

O risco fica ainda maior devido à aliança da Síria com o Irã, que nos últimos anos reforçou sua capacidade de ação cibernética.

Ataques cibernéticos organizados já foram realizados pelo Exército Eletrônico Sírio (EES), um grupo de hackers leal ao governo do presidente sírio, Bashar al-Assad. Esses hackers já derrubaram sites de meios de comunicação e empresas da Internet dos EUA, e agora ameaçam intensificar suas ações como retaliação a eventuais bombardeios norte-americanos contra Damasco.

"É provável que o Exército Eletrônico Sírio faça algo em resposta, talvez com alguma assistência de grupos relacionados ao Irã", disse Richard Clarke, ex-consultor de contraterrorismo e cibersegurança da Casa Branca.

Pouco se sabe sobre os hackers por trás do EES, e não há indícios de que o grupo seja capaz de causar destruição em infraestruturas importantes.

Mas Michael Hayden, ex-diretor da Agência de Segurança Nacional dos EUA, disse que o EES "parece ser um preposto iraniano", e talvez tenha uma capacidade muito maior do que já exibiu.

Até agora, a ação mais efetiva do EES aconteceu em abril, quando o grupo invadiu a conta da agência Associated Press no Twitter e divulgou mensagens falsas sobre explosões na Casa Branca, o que derrubou por alguns instantes os mercados financeiros.

Em email na quarta-feira à Reuters, o EES disse que "nossos alvos serão diferentes" se os militares dos EUA atacarem as forças de Assad, numa retaliação ao suposto uso de armas químicas contra civis na semana passada.   Continuação...