Mundo não pode tolerar ataque químico de Assad, dizem EUA

sexta-feira, 30 de agosto de 2013 19:55 BRT
 

Por Steve Holland e Catherine Bremer

WASHINGTON/PARIS, 30 Ago (Reuters) - Os Estados Unidos deixaram claro nesta sexta-feira que pretendem punir o presidente sírio, Bashar al-Assad, pelo "brutal e flagrante" ataque químico que teria matado mais de 1.400 pessoas na semana passada em Damasco.

"Não podemos aceitar um mundo onde mulheres, crianças e civis inocentes sejam intoxicados com gás em uma escala terrível", disse o presidente norte-americano, Barack Obama, a jornalistas na Casa Branca.

Ele disse que os EUA continuam preparando uma resposta militar "limitada e estreita", que não envolva "botas no terreno" nem tenha prazo indeterminado.

Antes, o secretário norte-americano de Estado, John Kerry, disse que seria essencial não deixar o ataque impune, o que representaria um aval a quem estiver cogitando usar armas químicas no futuro. Ele disse que os EUA têm o apoio de aliados como a França, "nosso aliado mais antigo", em sua determinação de agir.

"A história julgaria todos nós de forma extraordinariamente dura se fizéssemos vista grossa para o uso maldoso de armas de destruição em massa por um ditador", disse Kerry em declaração feita no Departamento de Estado e exibida por TVs.

O Ministério das Relações Exteriores da Síria voltou a negar que o governo usou armas químicas e disse que as acusações feitas por Kerry são uma "tentativa desesperada" de justificar um ataque militar contra o país. "O que ele disse são mentiras."

Segundo Kerry, "se um bandido e homicida como Bashar al-Assad puder intoxicar com gás milhares do seu próprio povo com imunidade", isso será um mau exemplo para países como Irã e Coreia do Norte, e para grupos como o Hezbollah.

"Será que eles vão se lembrar que o regime de Assad foi impedido de fazer uso atual ou futuro dessas armas? Ou vão se lembrar que o mundo se colocou à parte e criou impunidade?", disse Kerry.   Continuação...

 
O manifestante Ashraf El-Bayoumi grita contra um ataque militar contra a Síria durante um protesto contra a Casa Branca em Washington. 29/08/2013 REUTERS/Jason Reed