Autoridades buscam explicações para ataque em base naval de Washington

terça-feira, 17 de setembro de 2013 11:39 BRT
 

Por Ian Simpson

WASHINGTON, 17 Set (Reuters) - Autoridades de Washington se perguntavam nesta terça-feira como um ex-militar dos EUA com um histórico de problemas com a lei conseguiu obter autorização para entrar numa base da Marinha, onde matou 12 pessoas antes de ser morto pela polícia.

O suspeito, Aaron Alexis, de 34 anos, um prestador de serviço da Marinha de Fort Worth, no Texas, entrou na base naval de Washington segunda-feira de manhã e abriu fogo, espalhando pânico na base localizada a apenas 2,5 quilômetros do Congresso dos EUA e a 4,8 quilômetros da Casa Branca.

Os investigadores ainda estão à procura do motivo para o ataque. Alexis tinha autorização para entrar na base, na margem do rio Anacostia, apesar de dois incidentes com a Justiça por uso de armas de fogo e de ter sido dispensado da reserva da Marinha em 2011, após uma série de problemas de má conduta.

"É realmente difícil acreditar que alguém com um registro marcado como esse homem pôde conseguir, você sabe, liberação para obter... as credenciais para entrar na base", disse à CNN o prefeito de Washington, Vincent Gray.

O prefeito disse que cortes automáticos no Orçamento dos EUA, conhecidos como sequestros, podem ter levado a economias que se não tivessem sido feitas teriam impedido Alexis de entrar na base fortemente vigiada.

"Obviamente, 12 pessoas pagaram o preço final pelo que quer que tenha sido feito para esse homem entrar na base", disse Gray.

A CNN informou que Alexis tinha entrado em contato recentemente com dois hospitais para veteranos. Acredita-se que ele estivesse procurando ajuda para problemas psicológicos, segundo a emissora.

Militares são geralmente proibidos de portar armas em instalações militares nos Estados Unidos, mas a maioria das pessoas com credenciais adequadas não passa por revistas rotineiramente.   Continuação...