Marinha dos EUA foi avisada de que atirador "ouvia vozes"

terça-feira, 17 de setembro de 2013 21:29 BRT
 

WASHINGTON/BOSTON, 17 Set (Reuters) - A polícia de Rhode Island advertiu a Marinha dos Estados Unidos no mês passado que Aaron Alexis, que abriu fogo contra uma base naval em Washington, havia relatado estar "ouvindo vozes", levantando dúvidas sobre como ele recebeu uma liberação de segurança para ter acesso ao complexo onde realizou o tiroteio.

Autoridades dizem que Alexis, um prestador de serviços e ex-reservista da Marinha, disparou tiros contra o Naval Sea Systems Command na segunda-feira, matando 12 pessoas antes de a polícia matá-lo.

O tiroteio, que ocorreu a 2,5 quilômetros do Congresso e a 5 quilômetros da Casa Branca, provocou uma onda de alertas em Washington.

O Pentágono afirmou que vai rever os padrões de segurança em instalações militares em todo o mundo e a Casa Branca prometeu rever as normas para os fornecedores do governo federal.

Um relatório do Departamento de Defesa publicado nesta terça-feira revelou falhas de segurança que permitiram que 52 criminosos condenados tivessem acesso às instalações da Marinha, porque cortes no orçamento dificultaram os trabalhos.

Enquanto isso, a capital dos EUA fez uma pausa para lembrar as vítimas, com idades entre 46 e 73 anos.

A polícia de Newport, em Rhode Island, estava tão preocupada com o comportamento de Alexis em uma viagem de negócios em agosto que alertou a polícia da Marinha.

Alexis disse à polícia que acreditava que as pessoas o estavam seguindo e "enviando vibrações em seu corpo", segundo um relatório da polícia de Newport.

Ele disse à polícia que tinha mudado duas vezes de hotel para fugir do barulho que ouvia atravessando o piso e o teto de seu quarto, e que as pessoas que o seguiam estavam usando "uma espécie de máquina de micro-ondas" para impedi-lo de dormir.   Continuação...