EUA ordena inspeção de 3.800 transmissores de avião da Honeywell

quarta-feira, 18 de setembro de 2013 13:57 BRT
 

Por Alwyn Scott

SEATTLE, 18 Set (Reuters) - Autoridades norte-americanas ordenaram às linhas aéreas que inspecionassem mais de 3.800 aeronaves para assegurar que transmissores de localização de emergência vendidos pela Honeywell International não tenham problemas de bateria que poderiam causar um incêndio.

A ordem da Federal Aviation Administration (FAA) exige inspeções de transmissores em aeronaves fabricadas pela Boeing, McDonnel Douglas, Airbus, Lockheed Martin, ATR e Dassault Federal Aviation. Uma ordem anterior da FAA exigia verificações apenas nos transmissores instalados em aviões Boeing 787.

Em agosto, a Transport Canada ordenou que as companhias aéreas canadenses inspecionassem os transmissores em uma ampla lista de aeronaves procurando por possíveis problemas de fiação que pudessem levar a um incêndio. Essa ordem afetou cerca de 3.6000 aeronaves, a Transport Canada disse à Reuters. As unidades são fabricadas no Canadá.

A FAA deu às empresas até 120 dias para inspecionar e corrigir quaisquer falhas encontradas, um prazo longo e incomum que a agência disse que tinha o objetivo de evitar interrupções nas operações das companhias. A agência regulatória canadense concedeu 150 dias para que suas linhas aéreas cumprissem a ordem.

Investigadores do Reino Unido identificaram um transmissor de localização de emergência (ELT, na sigla em inglês) como a provável fonte de um incêndio em um Boeing 787 Dreamliner da Ethiopian Airlines parado no aeroporto de Heathrow em Londres, e recomendaram que o sinalizador fosse desligado.

A Boeing pediu, em julho, que as linhas aéreas inspecionassem os transmissores da Honeywell em aviões fabricados pela empresa procurando por falhas que poderiam causar um curto-circuito e fogo. As unidades usam uma bateria de lítio-manganês.

A Honeywell disse que está cooperando com todas as agências investigando as causas do incêndio, que ainda não foi determinada. A empresa disse que as inspeções exigidas são "por precaução" e que ela tem fornecido ELTs "desde a metade dos anos 2000 e nunca antes tinham tido quaisquer problemas relatados relacionados a fogo ou calor."