Mãe de autor de massacre em Washington pede perdão

quarta-feira, 18 de setembro de 2013 18:00 BRT
 

Por Ian Simpson e Susan Heavey

WASHINGTON, 18 Set (Reuters) - A mãe de Aaron Alexis, que matou 12 pessoas nesta semana em uma base da Marinha em Washington, pediu perdão na quarta-feira às famílias das vítimas, e disse que, a exemplo de amigos e colegas dele, não conseguia explicar as motivações por trás do ataque.

"Não sei por que ele fez o que fez, e nunca poderei lhe perguntar por quê. Aaron agora está num lugar onde nunca mais poderá fazer mal a ninguém, e por isso eu estou contente", disse Cathleen Alexis em um áudio gravado na sua casa, em Nova York, e transmitido pela rede MSNBC.

"Às famílias das vítimas, lamento muitíssimo pelo que aconteceu. Meu coração está partido."

Todas as 12 vítimas, com idades entre 46 e 73 anos, eram civis baleados na manhã de segunda-feira por Alexis, ex-reservista da Marinha que estava trabalhando no estaleiro como prestador de serviços de tecnologia a informação. Ele foi morto em tiroteio com policiais.

O secretário de Defesa, Chuck Hagel, admitiu que havia "bandeiras vermelhas" apontando que Alexis poderia constituir uma ameaça, e no entanto ele recebeu autorização para trabalhar na instalação militar, apesar de ter sido dispensado do Corpo de Reservistas por mau comportamento, e de ter duas passagens policiais por incidentes relacionados a armas de fogo.

"Obviamente, quando se olha tudo isso em retrocesso, havia algumas bandeiras vermelhas, claro que havia", disse Hagel a jornalistas. "E deveríamos tê-las apanhado? Por que não o fizemos? Como poderíamos ter feito? Todas essas perguntas precisam ser respondidas."

Segundo investigadores, Alexis entrou no Comando de Sistemas Marítimos Navais portando uma espingarda, e apanhou uma pistola uma vez lá dentro. Ele então abriu fogo no átrio do quarto andar contra as vítimas indefesas que estavam na cafeteria do andar inferior.

A espingarda, uma Remington calibre 12, foi comprada legalmente no sábado por 419 dólares numa loja da Virgínia, que no entanto se recusou a lhe vender a pistola, por não ser residente no Estado, segundo o advogado do estabelecimento.

O massacre, a menos de cinco quilômetros da Casa Branca, foi o mais recente em uma série de incidentes desse tipo nos EUA, o que reabre o debate sobre a facilidade de acesso a armas no país.

A Casa Branca disse que vai rever as condições de acesso de militares e prestadores de serviços a instalações militares no mundo todo.