Dilma se recupera e abre 22 pontos de vantagem sobre Marina, diz Ibope

sexta-feira, 27 de setembro de 2013 13:34 BRT
 

SÃO PAULO, 26 Set (Reuters) - A presidente Dilma Rousseff recuperou parte do terreno perdido após a onda de manifestações de junho e abriu 22 pontos percentuais de vantagem sobre a ex-senadora Marina Silva na preferência do eleitorado nas eleições presidenciais do ano que vem, apontou pesquisa do Ibope divulgada na noite desta quinta-feira.

Segundo o levantamento, Dilma tem 38 por cento da preferência do eleitorado, ante 30 por cento em julho, na simulação em que tem como rivais, além de Marina, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

A sondagem, publicada no site do jornal O Estado de S. Paulo, mostrou Marina (sem partido) com 16 por cento da preferência, ante 22 por cento em julho. As intenções de voto em Aécio e Campos recuaram, mas dentro da margem de erro da pesquisa de dois pontos percentuais. Aécio oscilou de 13 por cento para 11 por cento e Campos, de 5 por cento em julho para 4 por cento.

Neste cenário, o percentual de eleitores que se declararam sem candidatos é de 31 por cento. Dentre eles, 16 por cento não souberam responder e 15 por cento declararam que anulariam o voto.

Marina corre contra o tempo para viabilizar seu partido, a Rede Sustentabilidade, junto à Justiça Eleitoral. O prazo final para que o partido possa disputar o pleito do ano que vem é 5 de outubro.

O Ibope fez uma segunda simulação em que o ex-governador de São Paulo, José Serra, seria o candidato do PSDB. Nesse cenário, Dilma aparece com 37 por cento, Marina surge com 16 por cento, Serra soma 12 por cento e Campos aparece com 4 por cento. Nesse cenário, 30 por cento afirmaram não ter candidato, sendo que 16 por cento não souberam responder e 14 por cento declararam voto nulo.

Em ambos os cenários, o percentual de Dilma é superior à soma do de seus adversários, com chances de vitória no primeiro turno. Contudo, como o percentual de eleitores indecisos é muito grande e as eleições ocorrem em um pouco mais de um ano, o cenário pode mudar.

Em março, antes das manifestações de rua no país, Dilma tinha 58 por cento das intenções de voto, segundo o Ibope.

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