Marina mostra confiança em validação da Rede e diz que democracia não pode ser amesquinhada

quarta-feira, 2 de outubro de 2013 09:58 BRT
 

SÃO PAULO, 1 Out (Reuters) - A ex-senadora Marina Silva procurou mostrar confiança nesta terça-feira na concessão de registro pelo Tribunal Superior Eleitoral para a Rede Sustentabilidade, partido que tenta criar com vistas às eleições do ano que vem, e disse que a democracia não pode ser "amesquinhada" nem ter dois pesos e duas medidas.

A confiança de Marina, que aparece como segunda colocada na preferência do eleitorado para a disputa presidencial de 2014, contrasta com o parecer do Ministério Público Eleitoral que, nesta terça, emitiu parecer contrário à concessão de registro para a nova legenda.

"Temos convicção de que se atendo aos autos, os senhores ministros votarão favorável a reconhecer as 95 mil assinaturas que foram encaminhadas e invalidadas injustamente pelos cartórios", disse a ex-senadora a jornalistas em Brasília.

Marina mencionou por diversas vezes o que integrantes da Rede afirmam ser a rejeição sem justificativa de 95 mil assinaturas de apoio à criação da sigla. O partido em gestação afirma ter 440 mil assinaturas já validadas. São necessárias 492 mil assinaturas para viabilizar um partido.

"Se não fossem as invalidações injustas e por falta de parâmetro, teríamos mais de 550 mil assinaturas já reconhecidamente validadas", disse Marina.

Marina, que disputou a eleição presidencial em 2010 pelo PV e terminou o primeiro turno em terceiro lugar com cerca de 20 milhões de votos, rebateu as críticas do Ministério Público Eleitoral, que afirmou em seu parecer que a criação de um partido visando as eleições apequenava e amesquinhava a nova legenda.

A ex-senadora disse que a Rede é um projeto político mais amplo e que a eleição faz parte desse processo, mas não é sua finalidade.

"Eu estou mais preocupada em não amesquinharmos a democracia, porque a democracia plena assegura o pluralismo político e é isso que nós estamos lutando para que aconteça em relação ao pensamento político que representamos."

Marina voltou a negar que esteja estudando alternativas para o caso de a Rede não receber registro do TSE. "Estamos focados no plano A e aguardando a decisão da Justiça", garantiu.   Continuação...