Tiroteio fecha o Capitólio; suspeita é morta pela polícia

quinta-feira, 3 de outubro de 2013 19:32 BRT
 

WASHINGTON, 3 Out (Reuters) - O Capitólio, prédio do Congresso dos Estados Unidos, foi brevemente fechado nesta quinta-feira devido a um tiroteio do lado de fora que deixou várias pessoas feridas, incluindo um policial. Uma mulher suspeita de fazer disparos foi morta pela polícia, segundo uma autoridade dos EUA.

A Câmara dos Deputados e o Senado estavam com sessões em andamento quando os disparos foram ouvidos. O governo dos EUA está há três dias em paralisação parcial devido à falta de financiamento por um impasse entre os parlamentares.

Uma fonte familiarizada com a situação disse que o incidente começou quando um veículo atingiu uma barreira de segurança perto da Casa Branca. A polícia perseguiu o veículo até as proximidades do Capitólio, onde os tiros foram disparados.

"Eu estava comendo um cachorro-quente por aqui e ouvi cerca de quatro ou cinco tiros e, em seguida, um enxame de carros da polícia veio tocando as sirenes", disse Whit Dabney, de 13 anos, que estava visitando o Capitólio e ouviu tiros a alguns quarteirões de distância.

Um policial ficou ferido em um acidente de carro resultante da perseguição e foi retirado do local em um helicóptero, de acordo com a polícia.

A polícia disse que não há aparente ligação de terrorismo com o incidente em Washington.

O fechamento do Capitólio foi suspenso e turistas puderam retornar ao local pouco antes das 15h (16h no horário de Brasília).

O tiroteio no Congresso acontece três semanas após 12 pessoas terem sido mortas por um prestador de serviço de tecnologia da Marinha que abriu fogo dentro de uma base naval em Washington, a 2,4 quilômetros do Capitólio.

Em 1998, um homem armado irrompeu através de um posto de segurança do Capitólio e matou dois policiais, em uma troca de tiros que deixou turistas e transeuntes desesperados em busca de abrigo. O suspeito, Russell Weston Eugene Jr., não foi acusado de qualquer crime devido a uma aparente instabilidade mental.

(Reportagem de Richard Cowan, Tim Reid e Caren Bohan)