CENÁRIOS-Sem Rede, Marina terá de decidir se desiste do Planalto ou embarca em nova legenda

sexta-feira, 4 de outubro de 2013 14:19 BRT
 

Por Eduardo Simões e Maria Carolina Marcello

SÃO PAULO/BRASÍLIA, 3 Out (Reuters) - A ex-senadora Marina Silva enfrenta uma situação complicada com a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta quinta-feira de não conceder registro como partido à Rede Sustentabilidade.

Segunda colocada nas pesquisas de intenção de voto para a eleição presidencial de 2014, Marina terá agora que optar entre o pragmatismo, e escolher uma outra legenda para disputar a Presidência no ano que vem, ou a manutenção de um discurso de pureza política, que deve deixá-la fora da disputa.

Marina apostou no discurso de uma nova maneira de fazer política e na mobilização de voluntários pelas redes sociais para criar um partido diferente, o que não conseguiu realizar.

Com um alto índice de conhecimento junto ao eleitorado, resultado do terceiro lugar e dos quase 20 milhões de votos conquistados na eleição presidencial de 2010, a ex-senadora é peça fundamental para definir como será o tabuleiro eleitoral de 2014.

"A candidatura da Marina é muito importante para definir as estratégias partidárias. Dificulta bastante a continuidade da velha polarização entre PT e PSDB, que domina as campanhas presidenciais desde 1994", disse o analista da Tendências Consultoria Integrada Rafael Cortez.

"A presença da Marina fortaleceria bastante a ideia de segundo turno", acrescentou.

Dentro do Palácio do Planalto, auxiliares da presidente Dilma Rousseff dão como certa a candidatura de Marina, mesmo sem o registro da Rede e, segundo fontes, estão levando em conta a ex-senadora nos cálculos para o pleito do ano que vem.

Durante o processo de tentativa de viabilização da Rede, no entanto, Marina disse diversas vezes que não trabalhava com um "plano B".   Continuação...