Comercialização do petróleo muda com refinarias mais globais

sexta-feira, 4 de outubro de 2013 16:41 BRT
 

Por Ron Bousso

LONDRES, 4 Out (Reuters) - As novas refinarias ultramodernas e grandes tradings estão mudando para navios de longo curso e terminais de armazenamento em importantes centros à medida que revertem um padrão de décadas em sua batalha por novos mercados.

As mais novas refinarias da Ásia, Oriente Médio e Estados Unidos se beneficiam de menores custos com matéria-prima e energia e menos impostos e regulamentos.

Isso lhes permite competir com refinarias locais na Europa, América Latina e África para vender produtos como gasolina, diesel, óleo diesel e combustível de aviação.

Dispostas a venderem volumes maiores, as refinarias estão usando petroleiros de 75 mil toneladas, conhecidos como LR2s, que são o dobro do tamanho dos navios-tanque de produtos petrolíferos tradicionais.

Entre as empresas peso-pesadas orientadas para a exportação estão a refinaria Jamnagar, na Índia, da Reliance Industries, com 660 mil barris por dia (bpd), e a nova refinaria Jubail com 400 mil bpd, na Arábia Saudita, de uma joint venture com a Total.

"Toda a dinâmica (de negociação) está mudando", disse Dario Scaffardi, gerente-geral da Saras Group, uma refinadora independente italiana, na conferência Oil&Money, em Londres, nesta semana.

Segundo ele, os fundamentos de refino têm sido sempre manter centros de refino próximos a centros de consumo, com o petróleo a longa distância e os produtos em uma curta distância. Mas isso apresentava alguns problemas para carregar pequenos volumes para uma variedade de pequenos portos, disse.

"Esse modelo tem sido desafiado e alterado e a Reliance tem nos mostrado que é possível enviar embarcações LR2 ao redor do mundo e a logística está se adaptando a isso. Nós provavelmente vamos precisar nos deslocar para grandes volumes e algum tipo de integração vertical".   Continuação...